Ir para o conteúdo

França insta União Europeia a usar arma comercial mais potente em resposta à ameaça de Trump sobre a Groenlândia

De Wikinotícias

18 de janeiro de 2026

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Após o presidente Donald Trump ameaçar impor tarifas adicionais a vários países europeus em resposta ao conflito sobre a Groenlândia, Emmanuel Macron, da França, solicitou que a União Europeia utilizasse sua arma comercial mais poderosa contra os Estados Unidos.

No sábado (17), Trump anunciou que os Estados Unidos imporiam uma taxa extra de 10% sobre produtos provenientes da França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos, Dinamarca, Noruega, Suécia e Finlândia a partir de 1 de fevereiro. Essa medida representa um aumento significativo nas tensões entre os Estados Unidos e seus aliados em relação aos planos de Trump de adquirir a Groenlândia.

Trump afirmou em uma postagem no Truth Social que, caso nenhuma solução fosse encontrada, as tarifas aumentariam para 25% em junho. Sua explosão sobre a Groenlândia indica a maior divisão entre os aliados da OTAN desde a criação da aliança e gerou reações furiosas de líderes europeus e executivos de empresas que antes eram mais cautelosos por temerem perder o suporte dos Estados Unidos à Ucrânia.

Um funcionário do Eliseu afirmou no domingo (18) que o presidente francês pediria à União Europeia que acionasse seu denominado instrumento anticoerção, capaz de limitar o acesso ao mercado único para empresas dos Estados Unidos. "Ele estará em contato ao longo do dia com seus homólogos europeus e solicitará, em nome da França, a ativação do instrumento anticoerção", declarou um funcionário do Eliseu.

Nos últimos meses, as relações entre Washington e Europa têm sido instáveis, com o presidente dos Estados Unidos mostrando hesitação em apoiar a Ucrânia, pressionando os países da União Europeia a aceitarem um acordo comercial desfavorável e exigindo que os aliados da OTAN elevem significativamente seus gastos com defesa.

Mesmo em meio a essas tensões, os líderes da União Europeia optaram por não retaliar, alegando que o perigo de os Estados Unidos se afastarem da OTAN era maior do que qualquer acordo comercial desfavorável.