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França descarta aderir ao 'Conselho de Paz' de Trump

De Wikinotícias

19 de janeiro de 2026

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Nessa segunda (19), a França "não prevê dar uma resposta favorável" por enquanto recusou o convite para participar de um "Conselho de Paz" proposto pelo presidente americano Donald Trump, informou à AFP o círculo próximo do presidente francês Emmanuel Macron.

A Casa Branca convidou diversos líderes globais para fazerem parte do conselho liderado por Trump, incluindo o presidente russo Vladimir Putin, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orban e o primeiro-ministro canadense Mark Carney.

O conselho foi criado inicialmente para supervisionar a reconstrução de Gaza, que foi destruída por dois anos de guerra. No entanto, seu estatuto, consultado pela AFP, não parece restringir suas atividades ao território palestino ocupado.

O documento a respeito do Conselho de Paz "vai além do mero marco de Gaza", em vez de atender às expectativas iniciais, apontou uma fonte próxima ao presidente francês, confirmando que a França continua empenhada em um cessar-fogo em Gaza.

Na segunda-feira, agências de notícias relataram que autoridades francesas declararam que a França não aceitaria o convite para se tornar membro, em razão das ambições mais abrangentes do conselho. O Ministério das Relações Exteriores francês anunciou anteriormente que estava avaliando o convite para se juntar ao novo órgão, "cujo projeto vai além da situação em Gaza". A declaração do ministério diz que "reitera seu compromisso com a Carta das Nações Unidas, [que] continua sendo a pedra angular do multilateralismo eficaz".

Uma autoridade canadense foi citada pela agência de notícias francesa AFP, afirmando que o país não pagaria pela adesão e que não havia sido solicitado a fazê-lo. No entanto, não ficou claro se Ottawa também rejeitaria o convite de maneira categórica.