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Flotilha rumo a Gaza diz ter sido atacada por drones de Israel em águas internacionais

De Wikinotícias

24 de setembro de 2025

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Nessa quarta (24), o coordenador da delegação brasileira da Global Sumud Flotilha, João Aguiar, declarou que o Exército de Israel intensificou os ataques contra as embarcações do movimento humanitário em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta.

"Precisamos de pressão governamental para poder seguir. A situação tende a escalar mais. Tivemos 14 barcos atacados e 11 atingidos. A promessa é que o estado terrorista de Israel ataque as embarcações a vela para inutilizá-las. Devem querer afundar uma dessas para intimidar", afirmou Aguiar.

Na terça-feira (23), Aguiar informou que Israel havia atacado sete dos 40 barcos envolvidos na operação.

"Drones jogaram granadas de luz e cápsulas com líquido fedido, que arde ao contato da pele", relatou Aguiar por telefone aproximadamente uma hora após o início da ofensiva, e disse que "um tripulante foi atingido, mas se lavou logo em seguida e passa bem".

De acordo com ele, 15 brasileiros estão distribuídos em nove barcos. "Estamos em posição de defesa e agrupados, como fomos treinados. Isso faz parte da guerra psicológica que Israel faz contra nós. O ataque foi em águas internacionais, mais um crime de guerra por parte de Israel", declarou.

Com o propósito de quebrar o bloqueio imposto por Israel e levar ajuda humanitária a Gaza, a flotilha, composta por 51 navios, partiu de Barcelona. Entre os passageiros estão a ativista ambiental sueca Greta Thunberg e a atriz francesa Adèle Haenel.

"Múltiplos drones, objetos não identificados lançados, comunicações bloqueadas e explosões ouvidas a partir de vários barcos", declarou o grupo Global Sumud em um comunicado, e disse que "no momento, estamos testemunhando em primeira mão essas operações psicológicas, mas não nos intimidarão".

Em 9 de setembro, o grupo já havia denunciado ataques parecidos nas proximidades da Tunísia. Nesta semana, Israel reiterou que não permitirá a entrada da flotilha no território palestino.

Yasemin Acar, ativista curda-alemã, divulgou um vídeo afirmando que cinco embarcações foram atingidas. "Só levamos ajuda humanitária. Não temos armas, não representamos ameaça alguma. É Israel quem mata milhares de pessoas e submete toda uma população à fome", disse.

Fontes