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Fenômeno OMJ deve aumentar número de furacões e chuvas no final de setembro de 2025

De Wikinotícias

17 de setembro de 2025

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Erin foi até agora o único furacão da temporada no Atlântico

A NOAA dos Estados Unidos comunicou no dia 15 que espera que no final deste mês a Oscilação-Madden Julian (OMJ) cause o aumento do número de ciclones tropicais no Pacífico Leste e no Atlântico. Esse fenômeno climático dura cerca de duas semanas na região e é associado a fortes chuvas, cuja massa de umidade favorece a formação de ciclones tropicais.

A temporada de furacões no Atlântico norte este ano tem sido fraca até agora, com apenas sete ciclones nomeados, sendo a primeira vez desde 1950 que nenhum ciclone tropical ameaçou a costa dos Estados Unidos entre 29 de agosto e 15 de setembro. No entanto, mesmo com um pico de temporada abaixo da média, meteorologistas alertaram na semana passada que de 2 a 4 furacões devem chegar à costa dos Estados Unidos até o final da temporada em 30 de novembro e que ainda se espera a formação de cerca de 6 a 9 ciclones tropicais nomeados.

Por outro lado, a OMJ atinge mais fortemente latitudes médias e a Metsul alertou ontem para o risco do aumento de ciclones tropicais (chamados furacões no EU e Caribe quando seus ventos passam de 119 km/h) na região do Caribe. "Vai coincidir com o ponto da temporada de furacões no Atlântico Norte em que, historicamente, há uma maior propensão para ciclones tropicais no Caribe Ocidental e no Golfo do México", escreveu o portal.

Chuvas

A OMJ, que se forma no oeste do Índico, seguindo para leste, geralmente até o Pacífico Central, provocará chuvas de fortes a intensas a depender da localização dos países em se caminho. O sul da Ásia e o Norte da Oceania devem ser a área mais atingida, mas a massa de umidade também se deslocará até a América Central e do Sul.

No Brasil estão previstas fortes chuvas, de norte a sul, na parte oeste do país, com destaque para a Região Amazônica.

Definição

Segundo o portal Tempo, a OMJ é uma célula de convecção tropical que viaja de oeste para leste na faixa equatorial num período de 30 a 60 dias, normalmente começando no Oceano Índico como uma grande área de convecção que gera chuvas acima do normal na região que depois se desloca para leste, chegando ao Oceano Pacífico Oeste, gerando chuvas no norte da Austrália e na Indonésia.

Após sua passagem pelo Pacífico Oeste, o sistema perturba a circulação atmosférica de baixos e altos níveis, perturbação que depois se propaga pelo restante do planeta, atravessando o Pacífico, a América do Sul, o Oceano Atlântico e o continente africano, até retornar para o Oceano Índico.