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FMI alerta para expansão da dívida pública do Brasil para 100% do PIB

De Wikinotícias

17 de abril de 2026

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Nessa quinta (16), de acordo com as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgadas nesta quarta-feira, o Brasil deve encerrar 2026 com uma dívida pública bruta equivalente a 96,5% do PIB. Em 2027, o país já atingirá o nível de 100% do PIB. A partir desse ponto, a porcentagem aumenta a cada ano, atingindo 106,5% em 2031, o ano mais distante para o qual a instituição faz previsões. As informações estão presentes no relatório Monitor Fiscal, que analisa a situação fiscal de diversos países.

Em comparação com o relatório anterior, as previsões do Fundo pioraram. Em outubro, a instituição previa que a dívida bruta do Brasil terminaria o ano em 95% do PIB, sem atingir o nível de 100% nos anos subsequentes. Estima-se que a dívida atinja 97% do PIB em 2027 e permaneça estável em 98% do PIB a partir de 2028.

O pessimismo é resultado das projeções mais fracas para o resultado primário (diferença entre receita e despesa, excluindo os gastos com juros) e para o resultado nominal das contas públicas, que engloba os gastos com juros da dívida. De acordo com os cálculos do FMI, o Brasil encerrou o ano passado com uma dívida de 93,3%.

No relatório anterior, o FMI previa uma recuperação fiscal lenta. Previa um déficit primário de 0,4% do PIB em 2026, um superávit de 0,3% do PIB em 2027 e uma melhoria que levaria a 1,4% do PIB em 2030. Atualmente, projeta um déficit primário de 0,5% do PIB para este ano, com uma leve melhora para 0,1% do PIB no ano seguinte e um aumento para 0,6% do PIB nos próximos cinco anos.

Segundo as projeções do Fundo Monetário, o Brasil atingirá os 100% antes da economia global. De acordo com o Monitor divulgado na quarta-feira (15), isso deve ocorrer até 2029, um ano antes da estimativa apresentada no ano passado.

No Brasil, a situação é ainda mais alarmante devido ao agravamento da evolução das contas públicas. A dívida pública do Brasil tem aumentado desde 2023, início do atual mandato de Lula, e deve atingir 96,5% do PIB ainda neste ano, de acordo com as diretrizes do FMI.

O FMI considera o endividamento ao incluir os títulos do Tesouro mantidos pelo Banco Central, os quais não são contabilizados nas contas governamentais, como um parâmetro para comparar com a situação de outras nações.

Apesar das diferenças metodológicas, o FMI projeta que o endividamento atingirá o maior patamar desde 2020, ano em que o mundo precisou relaxar as políticas fiscais para enfrentar a pandemia. Naquele período, segundo as estimativas do Fundo, a dívida pública brasileira alcançou 96%.

Fontes