Ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet participa da Conferência de Políticas para as Mulheres no Brasil

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Agência Brasil

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14 de dezembro de 2011

Brasília, Distrito Federal, Brasil — A secretária-geral adjunta da Organização das Nações Unidas (ONU), diretora executiva da ONU Mulheres e ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, participa hoje (14), às 19h, da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. O encontro começou segunda-feira (12) e vai até amanhã (15) em Brasília.

De manhã, das 8h30 às 10h20, o encontro inclui painel sobre o enfrentamento das desigualdades e a autonomia das mulheres. Das 11h às 13h, o debate será sobre as perspectivas e prioridades do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. A partir das 13h, ocorrem quatro rodas de conversa - sobre um olhar internacional, mulheres jovens e idosas, relatos de experiências de gestão pública, formação de gestoras e agentes públicos. Das 14h30 às 18h30, ocorrem grupos de trabalho sobre autonomia cultural, pessoal, política, institucionalização, financiamento de políticas públicas para as mulheres e enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia.

Michelle Bachelet terá ainda encontro com a bancada feminina no Congresso e líderes da sociedade civil, às 11h, na sede da ONU em Brasília. Depois, às 12h, ela será recebida pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

Discurso[editar]

Michelle Bachelet, disse hoje (14) que uma das principais bandeiras para as mulheres é a maior participação política. Ela visitou, pela manhã, a sede da ONU Mulheres para o Brasil e o Cone Sul, em Brasília.

Para Michelle Bachelet, a participação feminina na política pode ajudar na garantia de igualdade de direitos. “Essa tarefa não é fácil, mas estou convencida de que este é o momento certo para que tenhamos maior participação política”, ressaltou. Também participaram do encontro a representante da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, Rebecca Tavares, deputadas e senadoras.

A diretora executiva destacou ainda a participação de mulheres na política na América Latina, como as presidentas da Argentina, Cristina Kirchner, e do Brasil, Dilma Rousseff. Michelle Bachelet disse que o fato de o Brasil ter uma presidenta é um exemplo para as outras nações. “O Brasil ter uma mulher no poder pode ser um exemplo para que tenhamos mais mulheres na política.”

Michele informou que menos de 10% dos cargos de governantes no mundo são ocupados por pessoas do sexo feminino. Segundo ela, no caso do Brasil, a reforma política poderia garantir maior participação.

“O Brasil tem uma mulher presidenta, tem mulheres extraordinárias em todas as áreas, mas tem baixíssima representação no Parlamento. [As mulheres] são menos de 10% na Câmara dos Deputados e cerca de 12% no Senado”, disse.

Entre as políticas brasileiras, ela destacou a Lei Maria da Penha como um exemplo a ser seguido por outros países.

Michelle Bachelet defendeu que as políticas, sejam econômicas ou sociais, precisam levar em conta a questão de gênero, ou seja, as necessidades específicas das mulheres.

Quando presidiu o Chile, Michelle Bachelet contou que percebeu que os programas econômicos não eram suficientes para acolher mulheres desempregadas, por exemplo. “Não pode haver políticas neutras porque elas não atingem as mulheres. As políticas precisam ter especificidade de gênero, senão o resultado não será sustentado e nem garantirá os direitos”, disse a representante das Nações Unidas (ONU), ao participar da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, iniciada na última segunda-feira (12).

Sobre desafios a serem superados, a diretora apontou o baixo número de mulheres em cargos políticos e também nos postos de negociação de acordos de paz em países com conflitos e guerras civis. Dos 194 países integrantes das Nações Unidas, somente 20 são chefiados por uma mulher e elas ocupam menos de 20% das cadeiras nos parlamentos mundiais. Para Michelle Bachelet, a reforma política é um bom caminho para mudar esse cenário trazendo como opção listas fechadas com número igual de candidatos homens e mulheres.

Outra área prioritária, segundo a diretora executiva da ONU Mulheres, é o combate à violência contra a mulher, iniciativa que, para ela, passa pela mudança da visão da sociedade sobre a mulher. “Somos mais que um rostinho bonito e um belo corpo”, disse, arrancando aplausos da plateia.

Michelle Bachelet relembrou ainda que ela e a presidenta Dilma Rousseff têm trajetória de vida semelhante, por terem enfrentado, há 30 anos, “momentos de extrema dificuldade” para a conquista da democracia em seus países. “Naquela época, a presença das mulheres nos altos cargos era um sonho, mas, hoje, como disse a presidenta Dilma: 'nós podemos'”.

A diretora executiva da ONU Mulheres fica no Brasil até sexta-feira (16). Ela deverá se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, amanhã (15), e na sexta-feira ela irá conhecer o projeto Criança Esperança, no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro. Também está previsto um encontro com o governador Sérgio Cabral e 100 líderes comunitárias.

Ela deverá ainda se reunir com o ministro da Defesa, Celso Amorim, para discutir o tema mulheres, paz e segurança.

Fontes[editar]

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