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Ex-Deputado brasileiro é preso nos Estados Unidos e aguarda extradição

De Wikinotícias

14 de abril de 2026

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O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), conforme confirmado pela Polícia Federal brasileira nesta segunda-feira (13).

A custódia do ex-parlamentar ocorre em um momento crítico de cooperação jurídica internacional. A prisão é o desdobramento direto da inclusão do nome de Ramagem na difusão vermelha da Interpol, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Histórico e Condenação

As investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam que o ex-diretor da ABIN deixou o Brasil ilegalmente antes da conclusão do julgamento que o condenou a 16 anos de reclusão. A sentença, proferida pelo STF, refere-se aos crimes de: Tentativa de golpe de Estado; e Abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Desde a sua fuga, o ex-parlamentar teve o passaporte diplomático cancelado pela Câmara dos Deputados — em decorrência da cassação de seu mandato — e sofreu o bloqueio total de vencimentos e bens por ordem judicial.

Próximos Passos: O Processo de Extradição

Com a detenção efetuada pelas autoridades migratórias dos EUA, o governo brasileiro, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, intensificou os esforços para dar celeridade ao pedido formal de extradição enviado a Washington em janeiro de 2026.

Diferente de uma deportação comum por questões imigratórias, o processo de extradição envolve a análise do Judiciário norte-americano sobre a validade da condenação em solo brasileiro.

Fontes diplomáticas indicam que a permanência ilegal (entrada clandestina) facilita o rito de entrega do foragido às autoridades brasileiras.

Notas de Atualização e Contexto Técnico

Até o momento, a defesa de Alexandre Ramagem não emitiu uma nota oficial sobre a detenção em solo americano. O Itamaraty informou que acompanha o caso por meio do consulado para garantir que os trâmites legais internacionais sejam respeitados.

Fontes