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Europa tem plano 'bastante preciso' para enviar tropas à Ucrânia, diz Von der Leyen

De Wikinotícias

31 de agosto de 2025

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Nesse domingo (31), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as capitais europeias estão desenvolvendo "planos bastante precisos" para enviar tropas à Ucrânia como parte das garantias de segurança após o conflito, e esses destacamentos contarão com o apoio integral dos Estados Unidos.

Em entrevista ao Financial Times, Von der Leyen afirmou que existe um "roteiro claro" para possíveis destacamentos. "Garantias de segurança são essenciais", declarou, e que "temos um roteiro claro e tivemos um acordo com a Casa Branca... e esse trabalho está avançando muito bem".

Durante uma visita aos estados do leste da União Europeia próximos à Rússia no último fim de semana, Von der Leyen abordou esforços para elevar os investimentos nacionais em defesa e fortalecer a prontidão militar do continente.

Suas declarações ocorreram durante a organização de uma reunião de líderes europeus nesta semana, com o objetivo de estabelecer compromissos nacionais para a força ocidental. Ela afirmou que as capitais estavam desenvolvendo estratégias para "um destacamento de tropas multinacionais e o respaldo dos americanos".

"O presidente Trump nos garantiu que haverá presença americana como parte do respaldo", afirmou ela. A Ucrânia solicitou garantias de segurança sólidas de seus aliados ocidentais, incluindo a presença de tropas no local, como condição para qualquer acordo de paz que ponha fim à guerra de três anos e meio iniciada pelo presidente russo Vladimir Putin.

"O presidente Trump nos garantiu que haverá [uma] presença americana como parte do mecanismo de proteção", afirmou von der Leyen ao FT, complementando que "isso foi muito claro e repetidamente afirmado".

A implementação pode envolver dezenas de milhares de militares sob liderança europeia, com apoio dos Estados Unidos fornecendo sistemas de comando e controle, além de recursos de inteligência e vigilância.

O jornal relata que esse acordo foi estabelecido em um encontro realizado no mês passado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e importantes líderes europeus.