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Europa e Ucrânia preparam proposta de 12 pontos para encerrar guerra com Rússia

De Wikinotícias

21 de outubro de 2025

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Nessa terça (21), os países europeus estão colaborando com a Ucrânia em um plano de 12 pontos para pôr fim ao conflito no Leste Europeu, mantendo-se firmes diante das constantes demandas do presidente russo, Vladimir Putin, aos Estados Unidos, para que Kiev ceda território em troca de um acordo de paz.

De acordo com fontes a par do assunto, a execução do plano sugerido seria supervisionada por um conselho de paz liderado pelo presidente americano Donald Trump.

De acordo com a proposta, assim que a Rússia seguisse Kiev e aceitasse um cessar-fogo, ambos os lados se comprometeriam a interromper avanços territoriais, todas as crianças deportadas retornariam à Ucrânia e haveria trocas de prisioneiros. A Ucrânia obteria garantias de segurança, recursos para reparar os danos causados pela guerra e uma via acelerada para se tornar membro da União Europeia.

As sanções impostas à Rússia seriam progressivamente levantadas, porém aproximadamente US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) em reservas congeladas do banco central só seriam restituídas quando Moscou aceitasse colaborar na reconstrução da Ucrânia. Se a Rússia agredisse seu vizinho outra vez, as limitações seriam restabelecidas.

Assim como no caso de Gaza, a proposta inclui a formação de um conselho de paz com Trump à frente. De acordo com as fontes consultadas pela Bloomberg, o grupo seria encarregado de monitorar a execução do plano. Se ambos os lados aceitarem o acordo, as tropas não poderão avançar em território inimigo, enquanto as crianças ucranianas que foram levadas durante o conflito deverão retornar ao seu país de origem. Ademais, ocorreria uma troca de prisioneiros.

Ao mesmo tempo, Ucrânia e Rússia iniciariam conversas sobre a administração das áreas ocupadas, apesar de Europa e Kiev rejeitarem a proposta de que as regiões dominadas fiquem sob controle russo, conforme afirmaram as fontes. No entanto, os detalhes dos planos ainda não estão concluídos e podem ser modificados de acordo com as decisões. De acordo com a Bloomberg, qualquer plano exigiria a aprovação de Trump, e, na tentativa de persuadi-lo, autoridades europeias podem viajar para os Estados Unidos ainda nesta semana.

Fontes