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Europa e Estados Unidos cerram fileiras com a Ucrânia frente à Rússia

De Wikinotícias

6 de janeiro de 2026

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Nessa terça (6), em Paris, os europeus demonstraram unidade ao se comprometerem a oferecer à Ucrânia garantias de segurança "robustas". Isso inclui a mobilização de uma "força multinacional" respaldada pelos Estados Unidos, após um cessar-fogo — ainda hipotético — com a Rússia.

A cúpula da "Coalizão de Voluntários", aliados de Kiev, ocorreu mesmo sem indícios concretos de uma trégua, quase quatro anos após o início do conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Aproximadamente 30 líderes assinaram uma declaração conjunta de intenções a respeito sobre "a mobilização de uma força multinacional após um cessar-fogo" na Ucrânia.

De acordo com a declaração final divulgada pela Presidência francesa, esse grupo, composto pelos países voluntários da coalizão, será comandado pelos europeus e receberá o "apoio" dos Estados Unidos. O presidente francês Emmanuel Macron afirmou que "uma forma de garantia no dia seguinte ao cessar-fogo", ressaltando o "avanço considerável" feito sobre o assunto.

A afirmação "reconhece pela primeira vez" uma "convergência operacional" entre a coalizão, Ucrânia e Estados Unidos, com garantias de segurança "robustas". Segundo Macron, o documento, assinado quase quatro anos depois do início da invasão russa em fevereiro de 2022, prevê "mecanismos de vigilância" do cessar-fogo sob a "liderança americana".

Também estão previstos mecanismos de "solidariedade e intervenção" caso haja outro ataque russo, embora, por enquanto, não esteja definido até que grau os americanos participariam disso. Os aliados "em grande parte acabaram" de concordar com as garantias de segurança", declarou o enviado americano Steve Witkoff.

Witkoff, responsável pelas negociações com a Rússia, declarou após a cúpula que Trump "apoia firmemente os protocolos de segurança". Ele fez essa afirmação em uma coletiva de imprensa conjunta com os líderes da França, Alemanha, Reino Unido e Ucrânia.

Os aliados de Kiev "praticamente concluíram" os acordos a respeito das garantias de segurança, afirmou Witkoff, ressaltando que as questões territoriais representam o maior desafio daqui em diante, e que "acreditamos que praticamente concluímos os protocolos de segurança, que são importantes para que o povo ucraniano saiba que, quando isso terminar, terminará para sempre".

Kushner afirmou que, caso os ucranianos cheguem a um acordo final, "eles precisam saber que, após o acordo, estarão seguros, terão, obviamente, uma forte dissuasão e mecanismos reais de proteção para garantir que isso não aconteça novamente".