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Europa deveria considerar criação de força militar conjunta para substituir Estados Unidos, diz comissário de Defesa

De Wikinotícias

11 de janeiro de 2026

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Nesse domingo (11), os países da União Europeia devem avaliar a criação de uma força militar conjunta para possivelmente substituir as tropas dos Estados Unidos na Europa, declarou o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius.

Uma possível alternativa para garantir uma proteção mais eficaz ao continente seria a criação de uma "força militar europeia" permanente e robusta, com cem mil efetivos, segundo o alto funcionário lituano.

A proposta ressurgiu depois que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, intensificou os temores entre os aliados da OTAN a respeito da verdadeira confiabilidade de Washington ao insistir em assumir o controle da Groenlândia.

As incertezas acerca do compromisso de Trump com a Europa já fizeram os países intensificarem os esforços para fortalecer seus Exércitos. Há anos se discute a possibilidade de criar um Exército europeu central, porém, na maioria das vezes, essa ideia não avançou.

Os Estados Unidos têm incentivado os países europeus a assumir maior responsabilidade por sua própria segurança e sugeriram a possibilidade de realocar tropas da Europa para focar na China. Kubilius também apoiou a formação de um "Conselho de Segurança Europeu", que englobe o Reino Unido e tenha a capacidade de tomar decisões sobre sua própria defesa de forma mais ágil.

O comissário propôs a formação do Conselho de Segurança Europeu, além da força militar conjunta, o que possibilitaria uma tomada de decisões mais rápida em relação à defesa do continente. Kubilius propôs que esse conselho poderia contar com membros permanentes essenciais e membros rotativos, incluindo o Estado-Membro que preside o Conselho, além da presença dos presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu.

Essa ideia renasce após debates acerca da autonomia militar da Europa, adquirindo nova importância com a presidência de Donald Trump nos Estados Unidos a partir de 2025. Desde esse momento, o presidente dos Estados Unidos tem instado os países europeus a elevarem seus gastos com defesa, além de expressar opiniões que podem impactar tanto os aliados da OTAN quanto a própria unidade do bloco militar.