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Estados Unidos proibiram Israel de voltar a bombardear o Líbano, diz Trump

De Wikinotícias

18 de abril de 2026

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Nessa sexta (17), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel não continuará bombardeando o Líbano. Trump afirmou ter impedido o governo de Israel de realizar novos ataques.

"Israel não bombardeará mais o Líbano. Eles estão PROIBIDOS de fazê-lo pelos Estados Unidos. Chega!", postou o norte-americano em sua plataforma Truth Social. Trump expressou gratidão ao Irã pela reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo.

Pouco antes, o regime iraniano havia anunciado a liberação da rota marítima, declarando que todos os navios poderiam transitar por ela durante o restante da trégua, que termina na quarta-feira (22).

Após o cessar-fogo que começou a valer na sexta-feira (17), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que o país está negociando "um acordo permanente" com Israel.

"Estamos em uma nova fase", afirmou o governante em seu primeiro discurso à população desde a instauração da trégua. "Uma fase de transição [...] para trabalhar em um acordo permanente que proteja os direitos de nosso povo, a unidade de nosso país e a soberania de nossa nação", complementou.

Aoun afirmou que as negociações diretas entre Líbano e Israel, países em guerra desde 1948, não representam "um sinal de fraqueza ou uma concessão", e garantiu que não "ceder nem um palmo do território nacional".

"Hoje, estamos negociando por nós mesmos [...], já não somos um peão no jogo de ninguém, nem o palco das guerras de ninguém, e nunca mais seremos novamente", enfatizou.

O Líbano foi puxado para o conflito no Oriente Médio após o ataque de Hezbollah, um movimento islamista respaldado e financiado por Teerã, contra Israel no dia 2 de março. Essa ação foi uma resposta à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeios americanos e israelenses contra a República Islâmica.

Fontes