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Estados Unidos anunciam novos exercícios militares próximos à costa da Venezuela

De Wikinotícias

15 de novembro de 2025

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Nessa sexta (14), os Estados Unidos realizarão novos exercícios militares com Trinidad e Tobago, seu aliado, durante suas operações contra o narcotráfico no Caribe. A Venezuela denuncia essas ações como uma tentativa de depor seu presidente, Nicolás Maduro. O anúncio ocorre um dia após Washington comunicar uma nova etapa em sua ofensiva militar, com a chegada à região do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford.

O texto é acompanhado por uma imagem da enorme embarcação, ladeada por outros três contratorpedeiros, um avião de vigilância e oito caças em formação. O envio de tropas americanas teve início em setembro. Desde então, atacou com bombardeios 21 embarcações supostamente usadas pelos narcotraficantes, resultando em pelo menos 80 mortes. Trinidad e Tobago manifestou seu respaldo à presença dos Estados Unidos no Caribe.

Em contrapartida, a Venezuela ainda não se manifestou a respeito dos recentes exercícios militares, divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores de Trinidad e Tobago, previstos para ocorrer entre os dias 16 e 21 de novembro. No entanto, ele considerou provocativas as manobras realizadas há menos de um mês, quando o contratorpedeiro americano USS Gravely chegou ao Porto de Espanha.

"Esta próxima atividade faz parte de nossa longa história de colaboração", aponta o comunicado trinitino. O texto acrescenta que "demonstra a sólida relação entre Trinidad e Tobago e Estados Unidos. Trinidad e Tobago continua sofrendo o flagelo dos crimes relacionados com armas de fogo e a violência de gangues" e que "estes exercícios intensificados são parte de nossa estratégia coordenada para garantir que nosso pessoal esteja bem treinado e equipado para lidar com esses problemas".

O Departamento de Estado oferece uma recompensa de US$ 50 milhões por sua prisão, e o presidente Donald Trump permitiu que a CIA, a principal agência de inteligência dos Estados Unidos, conduza operações no território venezuelano. Washington declara que Maduro é o líder de uma organização criminosa chamada Cartel dos Sóis, associada ao tráfico de drogas. Desde setembro, 20 embarcações supostamente associadas a cartéis foram destruídas no Caribe e no Pacífico, resultando em mais de 70 mortes e gerando uma série de questões legais e militares.

No mês passado, o navio de guerra USS Gravely chegou ao país para realizar exercícios conjuntos com as forças locais, provocando protestos em Caracas. A primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar, eleita com uma plataforma de combate ao crime e aproximação com os Estados Unidos, foi considerada persona non grata pelos venezuelanos, mas não demonstrou preocupação.

"Por que eles achariam que eu gostaria de ir para a Venezuela?", questionou jornalistas no mês passado, acrescentando que, sob seu governo, as operações militares entre os dois países serão mais comuns.