Especialistas compartilham experiências de combate à fome e à pobreza

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18 de novembro de 2014

Brasil

Especialistas brasileiros e estrangeiros estão reunidos em Brasília para discutir formas de medir a pobreza e políticas sociais para superá-la, por meio do compartilhamento das experiências brasileiras e de outros países. O 1º Seminário Internacional WWP – Um Mundo sem Pobreza é promovido pela Iniciativa Brasileira de Aprendizagem por um Mundo sem Pobreza – World Without Poverty (WWP), parceria do governo brasileiro com o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Humano (Pnud).

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, o Brasil é um dos principais exemplos de combate à pobreza. “Essa plataforma, que é o WWP [World Without Poverty, Um Mundo sem Pobreza], foi construída aqui porque o Brasil é hoje o maior exemplo de um país que consegue crescer, e, ao mesmo tempo, reduzir pobreza e desigualdades. Estamos fazendo o primeiro seminário internacional aqui porque nossa experiência serve de estímulo para que outros países sigam esse caminho e para mostrar que é possível”.

O representante do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, destacou que o seminário ocorre em um momento importante do debate sobre a pobreza no mundo, já que a nova agenda do desenvolvimento está sendo preparada. A Organização das Nações Unidas está definindo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que vão substituir, em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio. O representante da ONU no Brasil, Jorge Chediek, participa do I Seminário Internacional WWP Um Mundo sem Pobreza (Elza Fiuza/Agência Brasil)

"O Brasil assumiu o compromisso de eliminar as mazelas históricas de pobreza e fome e tem mostrado ao mundo que, com forte comprometimento político e boas políticas públicas, é possível mudar em uma geração”, afirmou Chediek. O professor James Foster, da Universidade George Washington, ressaltou a importância da construção de um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) pelos países.Para ele, a pobreza deve ser vista de forma mais abrangente, e não apenas econômica. O IPM deve levar em conta, entre outros temas, saúde, educação, mortalidade infantil, subnutrição e serviços públicos.

Em julho, o Pnud apresentou o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014. Além de publicar o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 187 países, o documento trouxe o IPM para 91 países. Segundo o Pnud, o índice de brasileiros em situação de pobreza multidimensional caiu 22,5% em seis anos. “As pessoas não melhoraram só a renda. Melhoraram do ponto de vista multidimensional, ou seja, um conjunto de ações garantiu que as pessoas conseguissem ter acesso a bens e direitos”, acrescentou a ministra.

Fontes

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