Escravidão moderna aumenta no mundo

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Agência VOA

Moçambique é o país de língua portuguesa com mais escravos modernos no ano em que o número de pessoas nessa situação aumentou 20,13 por cento.

17 de novembro de 2014

Moçambique é o país de língua portuguesa pior classificado no Índice de Escravidão Global divulgado hoje, 17, pela Fundação Walk Free que analisou 167 países, ao ficar na 22ª posição. Cabo Verde (49º), Guiné-Bissau (51º), Angola (65º) e Timor Leste (99º) estão entre os primeiros 100 países liderados por Mauritânia, Uzbequistão e Haiti em termos relativos. A Índia é o país com maior número de escravos modernos.

Segundo o documento, 192.600 moçambicanos, numa população estimada de pouco mais de 25 milhões de pessoas, vivem em situação de escravidão moderna, ou seja 0,74 por cento dos habitantes do país. O documento apresenta detalhes apenas dos países que detêm os casos mais gritantes de escravidão moderna, mas a Walk Free considera que o trabalho escravo nos dias actuais ocorre por meio do tráfico de seres humanos, do trabalho forçado, da servidão por dívida, do casamento forçado ou servil e ainda pela exploração sexual comercial.

Representação artística de escravos negros em 1890.

Cabo Verde é segundo país de língua portuguesa no Índice de Escravidão Global, ao ocupar a 49ª posição, com 3.200 escravos modernos, ou seja 0,67% da população de meio milhão de habitantes.

Apenas dois pontos abaixo, situa-se a Guiné-Bissau, que, segundo a Walk Free tem 8.500 pessoas em regime de escravidão, cerca de 0,5% da população.

Timor-Leste ocupa a 99ª posição com quatro mil escravos modernos e São Tomé e Príncipe não foi analisado.

O país de língua portuguesa melhor classificado é Portugal que, na 157ª posição, tem, segundo o estudo, apenas 1.400 escravos.

Por seu lado, o Brasil tem 155,3 mil pessoas em situação análoga à escravidão, o que representa 0,078% mais de 200 milhões de habitantes. Segundo o estudo, houve uma significativa queda em relação ao levantamento do ano passado, que apontou mais de 210 mil pessoas submetidas ao trabalho escravo no país.

O relatório destacou que somente os Estados Unidos, Brasil e Austrália têm tomado medidas para eliminar o trabalho escravo na contratação pública e nas cadeias de fornecimento das empresas que atuam em seus países.

O Brasil está em 143º dos 167 países avaliados proporcionalmente em relação à população.

Cerca de 35,8 milhões de pessoas em todo o mundo vivem em situação análoga à escravidão, aponta o relatório Índice de Escravidão Global 2014.

O número de pessoas escravizadas aumentou 20,13% em relação ao levantamento em 2013. O primeiro relatório da organização mostrou que o mundo tinha 29,8 milhões de vítimas da escravidão moderna.

De acordo com a Walk Free, o trabalho escravo nos dias actuais ocorre por meio do tráfico de seres humanos, do trabalho forçado, da servidão por dívida, do casamento forçado ou servil e ainda pela exploração sexual comercial.

África e Ásia, segundo o documento, continuam sendo os continentes com a maior incidência de pessoas nestas condições.

Em termos relativos, a Mauritânia, na África, lidera o ranking dos países com maior prevalência, com 4% da população escravizados, seguida do Uzbequistão (3,97%), Haiti (2,3%), Catar (1,36%) e Índia (1,14%). No top tem ainda estão o Paquistão, República Democrática do Congo, Sudão, Síria e República Centro-Africana.

Em números absolutos, a Índia permanece no topo da lista com mais de 14,29 milhões de pessoas escravizadas, seguida da China (3,24 milhões), do Paquistão (2,06 milhões), Uzbequistão (1,2 milhão) e da Rússia (1,05 milhão). Juntos, estes países representam 61 por cento da escravidão moderna mundial, ou seja, quase 22 milhões de pessoas.

De acordo com a Walk Free, apesar de o índice de 2014 estimar que há mais 20,13% de pessoas escravizadas no mundo ante os dados de 2013, "este aumento significativo deve-se à melhoria dos dados e da metodologia, que inclui inquéritos representativos a nível nacional em alguns dos países mais afectados".

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