Equador estuda sanções comerciais contra a Colômbia e adia reatamento de relações

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Agência Brasil

26 de junho de 2008

O governo do Equador anunciou que vai avaliar a possibilidade de impor sanções comerciais à Colômbia, após os dois países terem interrompido os esforços para normalizar as relações diplomáticas. As informações são da BBC Brasil.

"Não descartaríamos, no futuro, se as coisas não correrem bem, impor restrições", disse a ministra de Relações Exteriores do Equador, María Isabel Salvador. Segundo a ministra, o comércio entre os dois países seguiu normalmente, apesar da tensão política dos últimos meses.

As declarações foram feitas depois que o ministro de Relações Exteriores da Colômbia, Fernando Araújo, anunciou, na última segunda-feira (23), que seu governo decidiu adiar o restabelecimento de relações diplomáticas com o Equador. De acordo com Araújo, a decisão foi motivada pelas "agressões verbais" do presidente do Equador, Rafael Correa, à Colômbia. "Fica adiado porque, nesse ambiente, não se pode restabelecer relações, em meio a insultos", disse ele.

"Eles falam em adiar... Nós tomamos a decisão de não restabelecer as relações com a Colômbia", afirmou a ministra equatoriana, em resposta às declarações de Araújo.

A crise entre os dois países começou em março, após uma incursão do Exército colombiano em território equatoriano para atacar um acampamento do grupo rebelde Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Depois do episódio, os dois governos ordenaram o retorno de seus respectivos embaixadores. A crise envolve ainda a Venezuela e a Nicarágua. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, fez duras críticas ao líder colombiano, Álvaro Uribe, logo após a incursão militar em território equatoriano. A tensão entre Nicarágua e Colômbia foi motivada pela decisão do governo nicaragüense de dar asilo a dois integrantes das Farc.


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