Eleição de Obama deve facilitar vendas de etanol aos Estados Unidos, diz Lobão

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Agência Brasil

6 de novembro de 2008

O ministro de Minas e Energia brasileiro, Edison Lobão, afirmou hoje (6) esperar que a eleição do senador democrata Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos facilite os acordos de comercialização do etanol com aquele país, já que no governo de George W. Bush as negociações tem sido difíceis.

“Até aqui tem havido certa dificuldade na exportação do etanol para os Estados Unidos, e espero que, com a eleição dele [Obama], alguma coisa se modifique, mas o adversário John McCain [senador republicano] também poderia fazer. O fato é que neste governo temos dificuldades, e tomara que sejam resolvidas”, disse o ministro em entrevista, depois de participar da abertura do Seminário Energia em Ação, na capital paulista.

Lobão afirmou que a crise econômica global não atrapalha os projetos de exploração do pré-sal e que as discussões sobre os rumos do setor continuam em andamento. Segundo ele, a conclusão, até ao momento, é que é preciso ter cautela com a questão legal, ou seja, como fazer as alterações nos marcos regulatórios.


Já fizemos alguns estudos nesse sentido e alguns pareceres que nos foram levados pela própria Petrobras deixam algumas dúvidas de natureza legal sobre determinados modelos. Daí a decisão de atrasar um pouco a decisão, que não é tão urgente
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O ministro disse que é preciso ter cuidado com a segurança da decisão e ressaltou que, para isso, o governo reuniu um grupo de juristas que está avaliando todos os aspectos. Assim que houver uma conclusão, uma nova reunião interministerial deve ser realizada para chegar a alguma conclusão sobre os modelos que serão levados como opções ao presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, informou Lobão. “Acredito que antes do final do mês tenhamos uma definição”.

Lobão destacou que a queda dos preços do barril do petróleo, decorrente da crise econômica global, não deve afetar as explorações do pré-sal, que será extraído daqui a pelo menos seis anos. “Esperamos que essa crise seja debelada daqui a pouco. Ela não pode durar tanto tempo. Os países produtores estão tomando providências para reduzir sua produção e elevar o preço para ficar mais confortável o preço internacional.".

O ministro disse que não faltarão recursos para a exploração do pré-sal e que há diversos investidores interessados em vir para o Brasil porque o país é um campo de segurança com investimento firme e retorno garantido, além da democracia forte e do respeito à força dos contratos. “Não há problema de investimento no Brasil. E, se a Petrobras eventualmente precisar de um aporte de recursos, ela pagará e, em seguida, o governo fará. A Petrobras é a maior empresa brasileira."

Ele garantiu que o corte no Orçamento anunciado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não atingirá o Ministério de Minas e Energia, porque a pasta detém mais de 50% dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Há uma decisão da Presidência da República de manter íntegros esses programas todos. Portanto, não haverá nenhum corte nesse setor.”

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