El Salvador volta às aulas entre o medo do contágio pelo COVID-19 e a necessidade de aprender

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15 de março de 2021

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Elí tem 15 anos e recebe as aulas do ensino médio em uma mesa que serve de refeitório familiar e de escrivaninha. Ela apoia o telefone nas costas de uma garrafa d'água e com um lápis na mão aponta o que a professora explica.

Não é assim que Elí imaginava que receberia aulas do ano passado até meados de 2021, mas desde que El Salvador fechou escolas para evitar infecções por COVID-19, a exclusão digital bateu a porta na cara de milhares de alunos do país.

Era janeiro de 2020 quando o Ministério da Educação de El Salvador anunciou o retorno "feliz" às aulas de mais de um milhão de alunos. Dois meses depois, as escolas fecharam.

Naqueles primeiros 21 dias de fechamento, paralelamente a uma quarentena nacional, cada professor, aluno e pai teve que se preparar para o que estava por vir: o fechamento da sala de aula por pelo menos um ano e a possibilidade de se separar de uma vez do método de ensino tradicional e mudar pro digital. Mas isso é possível em um país onde apenas 30% da população total tem acesso à internet?

María Linares, mãe de Elí, conta à Voz da América a preocupação que o fechamento de escolas despertou em 2020 e explica como desde então tem conseguido que seu filho se adapte às aulas virtuais.

“Ele teve muitas dificuldades com a mudança, porque no início ele não tem computador para receber as aulas e tem recebido por um 'telefone' que não o ajuda muito. Isso sem levar em conta que a internet nessa área é fraca e não funciona bem”.

O jovem mora em Lourdes, no município de Colón. Lá, pobreza e insegurança se unem: chegar à casa de Elí é atravessar estradas acidentadas. As casas pré-fabricadas são anexadas umas às outras e adquiridas por meio do Fundo de Habitação. A casa ainda está em pagamento.

O Ministério da Educação de El Salvador anunciou na semana passada que as aulas em centros públicos e privados serão retomadas opcionalmente a partir de 6 de abril.

“Estamos falando de um retorno gradativo às aulas, porque só poderão abrir as instituições de ensino que tenham autorização”, explicou a ministra da Educação, Carla Hananía de Varela.

A licença é obtida com a conclusão de um treinamento de duas horas sobre medidas para prevenir a disseminação da COVID-19.

Fontes

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