EUA: Lei, segurança e coronavírus são agora os temas eleitorais dos dois partidos

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1 de setembro de 2020

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Agência VOA

A pouco mais de dois meses das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o que analistas tinham anteriormente afirmado iria acontecer, está a acontecer: a vantagem do candidato Democrata Joe Biden nas sondagens está a caír.

Analistas políticos fazem notar que isto sempre acontece com o aproximar das eleições quando o eleitorado começa a prestar mais atenção às palavras e planos dos candidatos.

Mas algo começa a preocupar os Democratas. As imagens de violência com pilhagens e roubos em manifestações em diversas partes do país, a intimidação de convidados do Partido Republicano à saída da Casa Branca após um recente discurso de Trump estão a preocupar os Democratas.

Para os Republicanos este é o tema que sem dúvida vão usar na sua campanha e aliás já estão a usar: a manutenção da lei e da ordem não está garantida sob a autoridades dos Democratas, dizem os Republicanos.

Mark Meadows, chefe de gabinete na Casa Branca, fez referência clara a isto ao falar das manifestações em Portland no estado do Oregon que têm resultado em atos de pilhagem e incêndios. Para Meadows a violência dá-se "em cidades dos Democratas". "A maior parte da América de Donald Trump é pacifica", disse.

"Não é o procurador de Donald Trump que está a dizer aos polícias para abandonarem as suas posições. Não é Donald Trump que diz que temos necessidade de ignorar o que se passa. É o presidente da câmara de Portland", acrescentou o chefe de pessoal da Casa Branca ao falar para a cadeia de televisão NBC.

Para o partido Democrata isto está a tornar-se um problema. Joe Biden veio a público pela primeira vez condenar a violência e os seus apoiantes estão agora a tentar contra-atacar.

Amy Klobuchar senadora Democrata que concorreu às eleições primárias para a presidência agora apoia, como seria de esperar, a candidatura de Joe Biden, e falando à cadeia de televisão ABC ela indicou claramente como é que os Democratas vão contra-atacar nesta questão de lei ordem e segurança. Para Klobuchar a violência "não está a acontecer num só local" e "está a acontecer sob a governação de Donald Trump".

Klobuchar fez notar o aumento de níveis de crime nas cidades americanas e também dos casos de crimes de ódio racial, trazendo depois um tema que os Democratas vão certamente sublinhar durante toda esta camanha, nomeadamente o facto dos Estados Unidos terem o maior número de casos de coronavírus de todo o mundo. "Durante a convenção do Partido Republicano 3.600 pessoas morreram de COVID-19 e mais de 180.000 pessoas já morreram do coronavírus", disse a senadora.

"Não temos mais segurança. Penso que Joe Biden tem um argumento muito forte sobre as mudanças que vai implementar para tornar este país mais seguro. Não vimos isso acontecer com este presidente", acrescentou.

O temas de lei, ordem e segurança e ainda o coronavírus serão portanto aqueles que deverão para já dominar a campanha e propaganda eleitoral, mas vêm aí os debates e tudo poder mudar até lá e também depois deles.

As sondagens indicam, entretanto, que Biden continua a comandar o apoio dos eleitores embora com vantagem em queda. Nos estados considerados vitais para uma vitória no Colégio Eleitoral a vantagem de Biden está dentro da margem de erro ou muito pouco acima dela. E isso indica que tudo ainda está em jogo.

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