Dois terços dos bacharéis em Direito desistem da carreira porque não passam no Exame de Ordem

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10 de outubro de 2007

Brasil — Cerca de 40 mil pessoas concluem anualmente o curso de Direito no Estado de São Paulo, destes somente um terço consegue registro na OAB, requisito para poder exercer a advocacia. Segundo dados da comissão do exame da OAB-SP, que regulamenta a profissão e exige prova para conceder o registro, muitas vezes, nem esta proporção é alcançada. O índice de aprovados de 30,43% do Exame nº 132, realizado em julho de 2007, foi o maior das últimas 17 provas.

Em matéria que foi publicada pelo jornal Diário de São Paulo, em texto do jornalista Fábio Mazzitelli. Ele revelou o drama profissional de uma jovem que cursou Direito na Unip, uma das universidades pressionadas pelo Ministério da Educação a melhorar a qualidade do ensino.

Em setembro de 2007, o MEC divulgou uma lista com 89 instituições de ensino superior que receberam avaliação ruim: 37 tiveram conceito inferior a três, em escala de 0 a 5, e índice de aprovação inferior a 10% no exame da OAB.

Criado no início dos anos 70, o Exame de Ordem é o único meio de ingressar na carreira, pois é requisito para a obtenção do registro profissional. Sem este registro, o bacharel em Direito não pode exercer a advocacia. Atualmente, são realizados até três exames por ano. As datas são unificadas em todo o Brasil.

Fontes