Dois técnicos de Belarus envolvidos no caso da atleta Tsimanouskaya são expulsos dos Jogos de Tóquio

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6 de agosto de 2021

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Dois treinadores da Bielorrússia, Artur Shimak e Yury Maisevich, tiveram suas credenciais temporariamente retiradas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e deixaram a Vila Olímpia hoje, após, supostamente, tentarem forçar a velocista Krystina Timanovskaya a deixar os Jogos esta semana.

O COI confirmou a informação e anunciou que uma investigação está em andamento para que os fatos sejam esclarecidos, ainda enfatizando que a apuração aconteceria "no interesse do bem-estar dos atletas do Comitê Olímpico Nacional da Bielorrússia que ainda estão em Tóquio".

Já o Comitê Olímpico bielorrusso comunicou oficialmente que Timanovskaya foi afastada da seleção nacional devido ao seu estado emocional, o que foi negado pela atleta, e que estava trabalhando com o COI para esclarecer o assunto e proteger sua equipe de "discriminações".

Timanovskaya conseguiu um visto humanitário na Polônia, após pedir ajuda num aeroporto de Tóquio, para onde havia sido levada para que embarcasse de volta a seu país-natal.

O caso

Na segunda-feira passada, depois de se negar a participar de uma prova para a qual não tinha treinado, Timanovskaya criticou seus treinadores no Instagram, acusando-os de "negligência', o que levou o Comitê Olímpico da Bielorrússia a querer enviá-la de volta para casa.

No entanto, ao chegar ao aeroporto, a atleta pediu ajuda, dizendo que se fosse enviada de volta, poderia ser presa.

Holofotes sobre o ditador Lukashenko

O caso de Timanovskaya colocou novamente os holofotes sobre o presidente Alexander Lukashenko, considerado atualmente o "último tirano" a estar no poder na Europa.

Constantemente reeleito desde 1994, em 2020 as forças de segurança nacionais reprimiram violentamente os protestos em todo o país depois de sua reeleição, o que foi abertamente criticado por Timanovskaya.

O presidente do Comitê de Belarus é, justamente, um dos filhos do presidente.

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