Dois americanos e um alemão ganham Nobel de Física por estudos sobre a luz

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4 de outubro de 2005

Dois físicos norte-americanos e um alemão ganharam o Prêmio Nobel de Física: Roy J. Glauber da Universidade de Harvard ficou com 50% do prêmio por sua contribuição à teoria quântica de coerência óptica; John L. Hall da Universidade do Colorado e Theodor W. Hänsch do Instituto Max Planck de Ótica Quântica ficaram cada um com 25 % do prêmio, por suas contribuições no desenvolvimento da espectroscopia de precisão baseada em laser, incluindo a técnica de freqüência óptica comb.

Segundo o comunicado de imprensa da Academia Real Sueca das Ciências, os trabalhos destes três cientistas permitiram aumentar o conhecimento que a humanidade tem sobre os fenômenos ópticos e a natureza da luz.

Glauber explicou a natureza quântica da luz. Ele mostrou como o conceito da luz como entidade formada de porções discretas denominadas fótons, pode ser conciliado com o seu conceito de onda. O trabalho teórico do cientista cria fundamentos para o campo da óptica quântica.

As contribuições de John Hall e Theodor Hänsch no final da década de 1990, tornaram possível a medição de freqüências com uma precisão de quinze dígitos. Agora se podem construir lasers com cores extremamente precisas e com a técnica de freqüência comb podem ser feitas leituras precisas da luz de todas as cores.

Com esta técnica é possível, por exemplo, estudar a estabilidade das constantes da natureza no tempo, desenvolver relógios extremamente precisos e melhorar a tecnologia GPS.

Os ganhadores de 2005 receberão uma medalha comemorativa e o prêmio compartilhado de cerca de um milhão de euros.


Fontes