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Diplomatas avançam nas negociações no sábado, antes da chegada de ministros para reta final da COP30

De Wikinotícias

15 de novembro de 2025

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Este sábado (15) deveria ser um dia livre de compromissos oficiais na Conferência do Clima de Belém. No entanto, as negociações ainda enfrentam obstáculos significativos, e os diplomatas dos 194 países participantes continuarão em reuniões até, no mínimo, esta tarde. O objetivo é elaborar um texto final para as negociações antes da chegada dos ministros de Estado, que ocorrerá na próxima segunda-feira (18).

Aproximadamente 160 ministros devem liderar as delegações em Belém no chamado segmento de alto nível da conferência, momento em que serão tomadas as decisões políticas do evento, até a próxima sexta-feira. O trabalho diplomático desta primeira semana é extremamente intenso, visando minimizar ao máximo as divergências e maximizar as possibilidades de um acordo ao final.

Os bloqueios não são exatamente inesperados: é o momento de cada país ser vocal nas reivindicações e guardar suas cartas para a fase final das negociações do acordo. Em um balanço na noite desta sexta-feira (14), Liliam Chagas, negociadora-chefe da delegação brasileira, descreveu os diálogos como "nervosos" e comparou-os a uma "montanha-russa". No entanto, ela destacou progressos em várias questões, incluindo tópicos cruciais como a transição justa — que garante condições especiais para que os países menos desenvolvidos reduzam suas emissões — e a implementação de parâmetros de adaptação às mudanças climáticas. Esses dois assuntos são prioritários para a presidência brasileira do evento.

Neste ponto, os países africanos resistem, preferindo estender as discussões sobre essas métricas nos próximos dois anos, com uma decisão a ser tomada na COP32, na Etiópia. Eles buscam assegurar que esses indicadores serão viáveis para as nações mais pobres e que receberão recursos financeiros para atendê-los.

Conforme fontes governamentais anônimas informaram à CNN Brasil nesta sexta-feira (14), o presidente poderia se deslocar à capital paraense para fomentar o acordo em relação aos pontos mais polêmicos das negociações.

O governo brasileiro procura obter resultados tangíveis nesta primeira COP realizada na Amazônia, que Lula tem denominado de Cúpula da "verdade", com o objetivo de deixar um legado que transcenda acordos meramente retóricos.

A avaliação interna é de que a presença do presidente poderia intensificar a pressão política sobre os países que ainda hesitam em assumir compromissos mais ousados em relação a metas e financiamento.

De acordo com as fontes, um assunto que poderia ser abordado pelo petista, caso sua visita a Belém seja confirmada, seria a elaboração de um "mapa do caminho" para progredir na eliminação da dependência dos combustíveis fósseis.