Ir para o conteúdo

Dia da Pizza: conheça a história milenar da pizza

De Wikinotícias

10 de julho de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Um dos pratos mais queridos e universais, a pizza, carrega uma rica história que remonta de civilizações antigas à consagração como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O que começou como pães achatados consumidos por egípcios, gregos e romanos, transformou-se em um ícone culinário global, com raízes profundas em Nápoles, na Itália, e uma trajetória de expansão que alcançou todos os cantos do planeta, incluindo o Brasil, onde ganhou seu próprio dia de celebração: o Dia da Pizza, comemorado nesta quinta-feira, 10 de julho.

Muito antes de se tornar o prato que conhecemos, a pizza já se manifestava em formas rudimentares. Civilizações como os egípcios, pioneiros na mistura de farinha e água, e os gregos, com suas massas de trigo, arroz ou grão-de-bico assadas em tijolos quentes, já consumiam pães planos com coberturas. Os fenícios e turcos também preparavam suas versões. Acredita-se que o termo “pizza” tenha derivado de picea, palavra latina para “pão assado no forno”. No século XI, com as Cruzadas, o pão turco teria chegado a Nápoles, onde foi aprimorado com trigo de qualidade e queijo, aproximando-se do formato atual.

A grande virada na história da pizza aconteceu em Nápoles, por volta de 1600, com a adição do tomate, um ingrediente trazido das Américas. Inicialmente, a pizza napolitana não era redonda, mas sim dobrada ao meio, um alimento simples e barato para as classes mais pobres. Era vendida por ambulantes e suas coberturas mais comuns incluíam toucinho, peixes fritos e queijo.

Em 1889, um evento marcante elevou a pizza a outro patamar. O padeiro napolitano dom Raffaele Espósito, considerado o primeiro pizzaiolo, criou uma pizza especial para o rei Humberto I e a rainha Margarida de Saboia. Utilizando manjericão, muçarela e tomate, ele simbolizou as cores da bandeira italiana. A rainha se encantou, e a pizza foi batizada de Margherita, tornando-se um clássico instantâneo e um símbolo da culinária italiana. Em reconhecimento à sua importância cultural, a arte de preparar a pizza napolitana foi agraciada pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2017.

A popularidade da pizza ultrapassou as fronteiras de Nápoles, levando à abertura da primeira pizzaria registrada, a Port’Alba. A verdadeira expansão global, no entanto, ocorreu com a grande onda de imigração italiana para os Estados Unidos entre o final do século XIX e início do século XX. Após a Segunda Guerra Mundial, soldados americanos que provaram a pizza na Itália impulsionaram sua demanda ao retornarem para casa. Nas décadas de 1950 e 1960, grandes redes como Domino’s e Pizza Hut padronizaram o produto e popularizaram os serviços de entrega, transformando a pizza em um fenômeno cultural nos Estados Unidos.

Dessa base americana, a pizza se espalhou pelo mundo, adaptando-se a diversos paladares e ingredientes. Inovações notáveis incluem a pizza estilo Chicago (1943), com sua massa espessa e crosta doce, e a polêmica pizza havaiana (1962), que ousou adicionar abacaxi. No Brasil, a pizza doce, apesar de ter origem incerta, é um item presente há muito tempo nos cardápios.

A pizza desembarcou no Brasil com os imigrantes italianos no século XIX. Sua popularização ganhou força a partir da década de 1950, especialmente em São Paulo, que sediava uma vasta comunidade italiana. Carmine Corvino, “o Don Carminiello”, da extinta Cantina Santa Genoveva (inaugurada em 1910), é apontado como o pioneiro na produção comercial de pizzas na capital paulista. Inicialmente, as pizzas de muçarela e anchova dominavam, mas a criatividade brasileira rapidamente resultou em uma diversidade crescente de coberturas.

Desde 1985, o Dia da Pizza é comemorado em 10 de julho no Brasil. A data foi instituída em São Paulo após um concurso que elegeu as melhores receitas de pizza de muçarela e margherita, marcando o encerramento do evento.