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Destróier dos Estados Unidos deixa Trinidad e Tobago após quatro dias em frente ao litoral da Venezuela

De Wikinotícias

30 de outubro de 2025

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Nessa quinta (30), segundo a agência de notícias AFP, o navio de guerra americano USS Gravely partiu de Trinidad e Tobago após permanecer atracado na costa do país caribenho por quatro dias.

O destróier, equipado com mísseis Tomahawk de alta potência, encontrava-se em Trinidad e Tobago — um pequeno arquipélago em frente à Venezuela — para participar de manobras militares em colaboração com as forças armadas do país. De acordo com a AFP, sua saída nesta quinta-feira já estava agendada.

O governo venezuelano condenou a presença do USS Gravely nas proximidades de sua costa, considerando-a uma "provocação militar de Trinidad e Tobago, em coordenação com a CIA". Além disso, o governo de Maduro expulsou o embaixador do país vizinho devido aos exercícios.

Em agosto, os Estados Unidos iniciaram ofensivas contra embarcações nas águas sul-americanas, alegando a necessidade de interromper rotas controladas pelo regime venezuelano utilizadas por narcotraficantes. De acordo com informações divulgadas por Washington, 62 pessoas perderam a vida em 16 operações militares.

O governo de Trinidad e Tobago apoia a ação dos Estados Unidos, cuja legalidade é contestada por especialistas em direito internacional, o que agravou as relações com Caracas.

Como resposta, na terça-feira (28), a Assembleia Nacional da Venezuela, sob controle do regime, declarou Kamla Persad-Bissessar, primeira-ministra de Trinidad e Tobago, como persona non grata. Ainda no mesmo dia, Maduro decidiu cancelar os acordos de fornecimento de gás ao arquipélago, que estavam em vigor desde 2015.

Por outro lado, o governo de Trinidad e Tobago decretou uma "deportação em massa" de imigrantes irregulares, ação que, segundo analistas, visa centenas de venezuelanos que procuraram asilo no país. Persad-Bissessar, parceira política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma ironia sobre a decisão do Parlamento e desafiou Caracas a aumentar suas sanções.

"Por que Maduro e o resto do governo venezuelano não mencionam o presidente Trump? Por que não o declaram persona non grata?", afirmou a primeira-ministra em uma mensagem dirigida à agência AFP.