Descoberto no Paraná o primeiro dinossauro sem dentes da América do Sul

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25 de novembro de 2021

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Berthasaura leopoldinae (imagem de Geovane Alves de Souza e outros)

Foi descoberto na cidade de Cruzeiro do Oeste, a 550 quilômetros de Curitiba, no noroeste do Paraná, o primeiro dinossauro sem dentes da América do Sul. Trata-se de uma espécie que pertence ao grupo dos terópodes, conhecido mundialmente pelo Tiranossauro rex, e que alcançava cerca de 1 metro de comprimento do focinho ao rabo, 80 centímetros de altura, tinha braços curtos e não pesava mais do que 10kg.

Ele recebeu o nome de Berthasaura leopoldinae (B. leopoldinae) em homenagem a duas mulheres - a bióloga Bertha Lutz e a Imperatriz Leopoldina - e viveu há cerca de 80 milhões de anos na era Mesozoica, no Cretáceo Superior.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature no dia 18 passado e o estudo foi liderado pelo paleontólogo Geovane Alves de Souza, estudante de doutorado no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN-UFRJ), que disse que a espécie provavelmente era onívora, se alimentando de vegetais e de outros animas, para aproveitar "ao máximo o pouco alimento disponível". Ele também explicou que não era necessário ter dentes para ser carnívoro. "Águias e corujas, afinal, dilaceram as presas e engolem sua carne tendo bicos como ferramentas", disse.

Outros detalhes

O B. leopoldinae vivia no supercontinente de Gondwana, que incluía o que hoje é América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida. Seus parentes do Norte, os Tiranossauro rex, viviam no supercontinente da Eurásia, que incluía as atuais América do Norte, Ásia e Europa, explicou a Revista Fapesp.

Seu nome foi em homenagem a bióloga Bertha Lutz (1894-1976), filha do cientista Adolfo Lutz (1855-1940), que foi pesquisadora do Museu Nacional, diplomata, política e ativista no movimento de emancipação das mulheres; e a Imperatriz Leopoldina (1797-1826), que desempenhou um papel importante no processo de independência do Brasil e morou no prédio do Museu NacionaL, sendo uma incentivadora das ciências naturais que trouxe em sua comitiva, quando se mudou para o Brasil para casar-se com dom Pedro I, naturalistas como o botânico Carl von Martius (1794-1868) e o zoólogo Johann Baptist von Spix (1781-1826), ambos alemães, que coletaram e descreveram parte da flora e fauna brasileiras, reportou a Revista Fapesp também.

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