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Danos à sede do governo da Ucrânia foram provocados por míssil balístico, segundo Kiev

De Wikinotícias

8 de setembro de 2025

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Nessa segunda (8), um porta-voz da presidência anunciou que os danos causados na sede do governo ucraniano em Kiev durante um ataque russo no domingo foram provocados por um míssil balístico Iskander.

"Pela primeira vez, o inimigo atacou o edifício do governo ucraniano: um golpe com míssil balístico Iskander", postou Andriy Yermak, chefe da administração presidencial da Ucrânia, na rede social X.

No domingo, a Rússia realizou sua maior ofensiva de drones e mísseis contra a Ucrânia desde o início do conflito em fevereiro de 2022. Esse tipo de míssil balístico é frequentemente usado pelo país.

Katarina Mathernova, embaixadora da União Europeia na Ucrânia, esteve na sede do governo, onde observou o "enorme buraco" causado pelo impacto, além dos destroços do míssil.

"O fogo se espalhou rapidamente", afirmou Andrii Danyk, comandante do Serviço de Emergência Estatal da Ucrânia, diante das paredes chamuscadas do edifício. O buraco de 5 metros de largura na antiga parede levava a uma abertura de cerca de 3 metros no que antes era o piso de um amplo gabinete que sediava um dos departamentos governamentais.

Uma vista pitoresca do centro de Kiev, vista de dentro do prédio, contrastava fortemente com os destroços ao redor. Mais de um dia depois do ataque, as operações de remoção de escombros no Gabinete de Ministros prosseguiram sem interrupções.

Na noite de 7 de setembro, a Rússia lançou um ataque à Ucrânia usando uma quantidade recorde de armamento aéreo, com 810 drones e 13 mísseis direcionados a assentamentos em todo o país. O ataque resultou na morte de três pessoas, entre elas uma mulher e seu filho de dois meses, além de deixar 20 feridos em Kiev.

O recente ataque em massa foi classificado pela primeira-ministra Yulia Svyrydenko como "uma nova etapa desta guerra". "Esta não é a conduta de um país em busca da paz", afirmou Svyrydenko, e disse que "é uma zombaria direta de todos os esforços diplomáticos feitos pelo mundo civilizado".

Fontes