Dólar sobe a R$ 5,67 e bate recorde em dia de demissão de ministro

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Agência Brasil

24 de abril de 2020

Num dia de nervosismo no mercado brasileiro, o dólar comercial ultrapassou a barreira de R$ 5,60 e fechou no maior valor nominal – sem considerar a inflação – desde a criação do real. A moeda terminou esta sexta-feira (24) vendida a R$ 5,67, com alta de R$ 0,14 (+2,54%). O euro comercial foi vendido a R$ 6,12, fechando acima dos R$ 6 pela primeira vez na história.

A bolsa operou o dia todo em queda, mas caiu depois do anúncio da demissão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, caiu 5,45%, fechando aos 75.331 pontos, no menor nível desde 6 de abril. Por volta das 12h30, o índice chegou a cair 9,5%, ameaçando o acionamento do circuit breaker, quando as negociações são interrompidas por trinta minutos quando o recuo supera os 10%.

No exterior

Em relação aos demais países emergentes, o real foi a moeda que mais se desvalorizou hoje. O Ibovespa descolou-se do mercado externo. Influenciado pela recuperação da crise de petróleo e por um pacote de ajuda a empresas norte-americanas, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou o dia com aumento de 1,11%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pela piora da pandemia da Covid-19. As interrupções na atividade econômica associadas à proibição de atividades sociais travam a produção e o consumo, causando instabilidades. No entanto, a perspectiva de que vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos relaxem as proibições depois da superação do pico da pandemia anima os mercados.

Petróleo

Os preços internacionais do petróleo, que caíram nos últimos dois dias, continuaram a recuperar-se hoje. Os contratos futuros dos barris do tipo WTI para junho, que servem como referencial para o mercado norte-americano, terminaram o dia em US$ 17,11, com aumento de 3,7%.

Na segunda-feira (20), os contratos do WTI para maio, que não estão mais ativos, fecharam com preços negativos pela primeira vez na história, atingidos pela baixa demanda e pelos altos estoques de petróleo.

As cotações do barril do tipo Brent, que servem de referencial para o mercado internacional e para a Petrobras, também se recuperaram. Por volta das 18h, o Brent era vendido a US$ 21,83, com aumento de 2,34%.

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