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Cuba reage à ameaça dos Estados Unidos e cobra ação internacional

De Wikinotícias

3 de maio de 2026

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Nesse sábado (2), o presidente cubano Miguel Díaz-Canel pediu à comunidade internacional que se manifeste sobre uma possível intervenção militar dos Estados Unidos contra Cuba. A reação aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que assumiria o controle de Cuba "quase imediatamente".

Díaz-Canel considerou a declaração uma escalada séria. "O presidente dos Estados Unidos eleva suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes", declarou nas redes sociais. Ele enfatizou que a comunidade global, em conjunto com o povo americano, deve determinar se permitirá "um ato criminoso tão drástico".

O governo de Cuba vinculou as ameaças a determinados interesses. Díaz-Canel declarou que a política dos Estados Unidos serve "um grupo pequeno, mas rico e influente", que busca revanche e dominação. Essa afirmação se refere a setores da comunidade cubano-americana no sul da Flórida.

O presidente de Cuba declarou que o regime não se renderá. "Nenhum agressor, por mais poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Tropeçará em um povo decidido a defender a soberania e a independência em cada palmo de território nacional", afirmou.

Trump condicionou qualquer possível ação dos Estados Unidos em Cuba à guerra contra o Irã, afirmando que Washington precisa primeiro "terminar uma coisa" antes de poder prosseguir para a ilha.

Ele também apresentou um cenário no qual um porta-aviões dos Estados Unidos, após realizar operações próximas ao Irã, poderia seguir em direção à costa cubana. Trump propôs que uma simples demonstração de força seria o bastante para fazer Havana se render.

Trump não especificou o que qualquer possível ação dos Estados Unidos contra Cuba implicaria. Quando indagada pela Fox News se suas declarações eram meramente hipotéticas ou representavam planos políticos concretos do governo, a Casa Branca não forneceu uma resposta.

Washington já começou a intensificar a pressão sobre Cuba. Os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval à ilha, que é altamente dependente da importação de petróleo e outros recursos energéticos.

Fontes