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Cuba critica Estados Unidos por acusações de que tropas cubanas estão lutando na Ucrânia

De Wikinotícias

12 de outubro de 2025

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Nesse sábado (11), o Ministério das Relações Exteriores de Cuba afirmou que as alegações dos Estados Unidos de que suas tropas estariam lutando na Ucrânia eram infundadas. Além disso, divulgou pela primeira vez informações sobre processos legais contra cubanos envolvidos em atividades mercenárias no conflito na Europa Oriental.

As autoridades de Cuba asseguraram que o país não está participando de nenhum conflito bélico e que não enviou tropas para a Ucrânia nem para nenhum outro país. O governo também declarou que não tem informações confirmadas sobre cidadãos cubanos que possam ter se unido de forma independente a grupos armados em ambos os lados do conflito, ressaltando que nenhum desses casos está vinculado a instituições oficiais cubanas.

Cuba adota uma política de tolerância zero quanto ao mercenarismo, ao tráfico de pessoas e à participação de seus cidadãos em conflitos armados no exterior, em conformidade com a legislação nacional e compromissos internacionais. Esses atos são considerados crimes graves e estão sujeitos a punições severas.

Enquanto solicita negociações de paz, Cuba, alinhada com seu aliado Rússia, tem adotado uma postura clara de apoio no conflito ucraniano.

Os primeiros relatos de cubanos atuando no campo de batalha apareceram em 2023, o que levou a uma investigação em Cuba. Havana, mais tarde, afirmou que esses cubanos eram mercenários.

"No período de 2023 a 2025, nove processos criminais foram apresentados aos tribunais cubanos pelo crime de mercenarismo, contra 40 réus", afirmou o Ministério das Relações Exteriores no comunicado divulgado neste sábado.

"Foram realizados julgamentos em oito casos, dos quais cinco resultaram em condenações contra 26 réus, com sentenças que variam de cinco a 14 anos de prisão. Três processos estão aguardando a decisão da corte, e um caso está aguardando julgamento", complementou o ministério na nota.

As autoridades explicaram que as organizações estrangeiras, sem ligação com qualquer entidade oficial cubana, foram responsáveis pelo recrutamento de cubanos. A maior parte dos casos envolveu cidadãos que estavam fora de Cuba no período.

Havana destacou que os Estados Unidos não forneceram provas para embasar suas alegações e caracterizou o caso como uma nova onda de desinformação.

Fontes