Covid-19: variante sul-africana do coronavírus é identificada pela primeira vez no Brasil

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7 de abril de 2021

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A variante sul-africana do coronavírus, conhecida como B.1.351, foi identificada pela primeira vez no Brasil, por meio de análises genéticas, em uma amostra coletada na cidade de Sorocaba (interior de São Paulo). A descoberta foi feita por um grupo de pesquisadores reunidos em uma rede de vigilância genômica que monitora a disseminação do vírus da covid-19 no Estado de São Paulo, coordenada pelo Instituto Butantan e com participação da USP e outras instituições de pesquisa. A variante sul-africana preocupa os cientistas porque ela é mais transmissível e tem maior capacidade de fugir do sistema imune das pessoas infectadas.

A descoberta é descrita em artigo Genomic monitoring unveil the early detection of the SARS-CoV-2 B.1.351 lineage (20H/501Y.V2) in Brazil publicado como preprint (versão prévia de artigo científico), no site medRxiv em 4 de abril. “O foco da pesquisa é o sequenciamento e obtenção de genomas do SARS-CoV-2 em diversas localidades do Estado, para desta forma entender a dinâmica de disseminação do vírus na população, assim como encontrar potenciais novas variantes”, explica ao Jornal da USP o pesquisador Rafael dos Santos Bezerra, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, um dos autores do trabalho.

Mutações

Segundo o estudo, a linhagem identificada em Sorocaba compartilha 15 mutações com o isolado inicialmente caracterizado na África do Sul porém, não apresenta seis dessas mutações definidoras e tem em seu genoma nove mutações exclusivas. “Entretanto, as análises genéticas demonstram a proximidade inegável de nosso isolado com a linhagem sul-africana, sendo que se agrupa com outras sequências deste mesmo tipo, mais precisamente com isolados da variante sequenciados na Europa”, aponta Bezerra.

O pesquisador relata também que ainda é difícil estabelecer com maior precisão a forma que a variante do vírus chegou a Sorocaba.

Vacinas

“No âmbito da vacinação podemos estudar em tempo real possíveis mutações do vírus que podem acarretar falhas na vacina e assim agir antes da disseminação em massa dessas variantes”, ressalta Bezerra. “Outro importante fator é a formação de bancos de dados que podem ajudar no desenvolvimento de vacinas e medicamentos", completou o pesquisador.

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