Covid-19: laboratório russo afirma que Washington interfere na compra da vacina Sputnik pelo Brasil

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15 de março de 2021

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A Sputnik V

"Washington pressionou o Brasil a não comprar a vacina russa 'maligna'. Como o número de mortos no Brasil devido pandemia de covid-19 se aproxima de 275.000, essa pressão do HHS dos Estados Unidos pode ter custado muitos milhares de vidas": com este texto, o laboratório que produz Sputnik V republicou hoje em seu Twitter parte de uma matéria do website Brasil Wire, afirmando que o país latino recusou a vacina russa por influência do governo estado-unidense.

No entanto, isto não verdade. Ou, ao menos, não é toda a verdade, pois, apesar da Anvisa ter realizado diversas reuniões com a União Química, laboratório que irá produzir a Sputnik no Brasil, a empresa falhou em apresentar os dados completos sobre o desenvolvimento do imunizante. No comunicado da Agência após o último encontro, no dia 05 passado, foi reportado que "os representantes da União Química indicaram que vão avaliar qual será a estratégia para trazer a vacina para o Brasil, considerando a atualização recente do Guia de Uso Emergencial que permite o pedido com estudos de fase 3 realizados fora do país".

Para ser liberada para uso emergencial no Brasil, a Anvisa necessita acesso ao relatório completo para avaliar os "dados de estudos não clínicos e clínicos, de qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, resultados provisórios de ensaios clínicos, entre outras evidências científicas. Além disso, a empresa deve apresentar informações que comprovem que a fabricação e a estabilidade são adequadas para garantir a qualidade da vacina".

Veja mais sobre as vacinas na Anvisa aqui.

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