Covid-19: governo do Irã estaria subnotificando mortes por coronavírus

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23 de outubro de 2020

De acordo com agência de notícias Tasnim, citando o médico Massoud Mardani da Comissão Científica Da Sede de Controle da Covid-19 do Irã, a tendência crescente de casos no país é resultado de ignorar as medidas da Sede. "Em feriados recentes, restrições foi implementadas de forma que as pessoas tivessem tempo de viajar antes que as restrições fossem impostas, e o mesmo tipo de medida aumenta nossa preocupação com os feriados que estão por vir", disse o médico para a Tasnim.

Mardani, referindo-se ao crescimento da pandemia no Irã e às 337 mortes ocorridas entre o dias 18 e 19 passados, enfatizou: "viagens desnecessárias, a participação em confraternizações, a não-observação dos protocolos, etc., são fatores para o crescimento da incidência, morbidade e mortalidade por coronavírus no país".

Referindo-se às restrições impostas a viagens para cinco cidades durante os últimos feriados, ele disse: “pelo que sabemos, as restrições não foram corretamente aplicadas e houve pessoas que viajaram, porque, ao anunciar as restrições às 12 horas da noite, as pessoas já tinham tido tempo suficiente para viajar. Para os próximos feriados, que são mais longos, se não houver regras sérias e rígidas, haverá outra catástrofe nas estatísticas da Covid".

“Há mais de seis meses enfatizamos as restrições. Numa situação em que todo o Irã está em alerta vermelho, não é certo que alguém seja negligente", completou.

Referindo-se ao teletrabalho e aos postos de trabalho, ele esclareceu "lidar com o corona requer formulação de políticas multilaterais. O distanciamento social, o uso de máscaras, o fechamento de alguns escritórios ou o teletrabalho etc., em uma situação em que o número de vítimas da corona está aumentando, serão ações que surtirão efeito em conjunto".

Ele afirmou também que "embora o número de mortos diários por coronavírus tenha chegado a 337, o que não é verdade, para saber quantas pessoas realmente morrem todos os dias, esse número deve ser multiplicado por 2,5".

Mardani falou também sobre a situação dos hospitais preparados especialmente para a pandemia: "estes hospitais estão cheios de pacientes. Não há leitos vazios e não há condições adequadas. Devido as próximas férias, estamos mais preocupados do que antes e sugerimos que cada carro que sair da cidade pague uma multa de 1 milhão de Tomans (cerca de 32 dólares ou 179 reais hoje) que serão revertidos para o tratamento dos doentes de Covid".

Governo se defende

Em resposta à Mardani, o ministro da Saúde disse que "o Irã é um dos países mais transparentes no anúncio das estatísticas sobre o coronavírus" e que a diferença nos números oficiais dos números indicados pelo médico está em que só entram nas estatísticas de mortes os que tiverem feito o teste PCR para detectar o Sars-Cov-2, o que seria uma recomendação da OMS. No entanto, de acordo com a Tasnim, muitos pacientes que não apresentam os sintomas exatos divulgados pela OMS sequer são testados com o PCR.

Os números no Irã

O Irã é o país mais afetados entre os Países Islâmicos e o segundo mais afetado na Ásia, atrás apenas da Índia, e segundo a JHU em sua última atualização, feita hoje às 9h24min da manhã, tem um total de 556.891 infectados, 31.985 mortos e 446.685 curados de Covid.

Os números da JHU se baseiam nos dados oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde do país hoje, mas se fossem baseados nas declarações de Mardani, o número de mortos chegaria a cerca de 80 mil.


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Fontes

Domínio Público Esta notícia é uma transcrição parcial ou total da Tasnim News. Este texto pode ser utilizado desde que seja atribuído corretamente aos autores e ao sítio oficial.
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