Covid-19: em Portugal, onde médicos insistiam no uso, Autoridade de Saúde nega eficácia da ivermectina

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13 de março de 2021

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Em Portugal, a Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) negou anteontem (11/03) que houvesse evidência suficiente para indicar o uso de ivermectina no tratamento da covid-19.

"A Comissão de Avaliação de Medicamentos analisou os artigos e publicações disponíveis e informa que se entende que, à data, dadas as limitações metodológicas nos ensaios em que a ivermectina foi utilizada, e as dúvidas quanto à dose adequada e sua segurança no âmbito da infeção causada pelo SARS-CoV-2, não existem evidências que apoiem a utilização deste medicamento na profilaxia e tratamento da COVID-19", informou a Autoridade.

O anúncio oficial da Infarmed veio cerca de 10 dias depois de um grupo de médicos do país fazer pressão para a aprovação do medicamento como tratamento da doença.

Hélder Mota Filipe, ex-presidente do Infarmed, disse ao portal Público que "este movimento baseia-se pouco em evidência científica. É muito baseado na crença de alguns profissionais, isto é ipsis verbis o que dizem, ‘acreditam na ivermectina’ e no seu efeito. A ciência não se faz de crença, isso é do âmbito da religião", numa referência a que um estudo in vitro de abril de 2020 tenha levado a este movimento.

A Autoridade fez questão de enfatizar que "os medicamentos contendo ivermectina atuam como antiparasitários no tratamento da filariose, estrongiloidose e escabiose, profilaxia da recidiva da estrongiloidíase e na escabiose persistente ou escabiose".

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