Covid-19: Queiroga estaria a ponto de ser demitido por Bolsonaro, aponta imprensa

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20 de junho de 2021

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A saída do quarto ministro da Saúde a estar no posto desde o primeiro caso de covid-19 no Brasil, o médico Marcelo Queiroga, do Governo Bolsonaro seria iminente. O assunto tomou conta do Twitter ontem à tarde após o jornal Correio Braziliense divulgar uma matéria, ontem pela manhã, com o título "Pedido para desobrigar uso de máscaras gera crise entre Queiroga e Bolsonaro".

O desacerto de Queiroga, que assumiu há cerca de três meses devido à grande pressão de autoridades científicas e políticos para que a pasta fosse liderada por um profissional da área da Saúde, com o presidente Jair Bolsonaro seria devido a Bolsonaro exigir a publicação de um parecer desobrigando o uso de máscaras faciais de proteção em locais públicos por quem já se vacinou ou por quem já teve a infecção e está curado.

Segundo o Correio, não há base científica que indique que o uso de máscaras não seja mais necessário. O jornal reporta na matéria que "um estudo do Centro Brasil-Reino Unido para Descoberta Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) apontou que na segunda onda de covid-19, cerca de 30% dos casos em Manaus se trataram de reinfecção".

Medo da CPI

De acordo com o Correio, a pressão sobre Queiroga também teria aumentado desde que, na sexta-feira passada, de depoente ele passou à condição de investigado na CPI da Covid.

A Comissão investiga a atuação do governo Bolsonaro na condução da pandemia de covid-19 no Brasil, principalmente no que tange às medidas adotadas que levaram o país a chegar a 500 mil mortes pela doença, a segunda maior cifra - até agora - no mundo.

Cloroquina

Ontem, a Época Negócios divulgou que Queiroga, 10 dias após assumir, teria tentado fazer com que a OMS adotasse um diálogo de "convergência" em torno do uso da cloroquina para o tratamento da covid. O medicamento, usado para tratar malária e artrite, não tem eficácia contra a covid, conforme já demonstrado em diversos estudos divulgados em todo mundo, mas até hoje continua sendo citado por Bolsonaro como eficaz contra a doença.

O caso da conversa do ministro com Tedros Adhanom Ghebreyesus, presidente da OMS, acabou descoberto após o Itamaraty enviar um documento à CPI. "Na mesma conversa, o chefe da pasta apresentou Bolsonaro como o 'principal ativo' para o Brasil avançar no combate à pandemia", reporta a Época.

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Fontes