Covid-19: Alemanha recebe críticas por atuação política na suspensão da vacina da AstraZeneca

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17 de março de 2021

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Segundo uma matéria da Reuters, a suspensão da vacinação na Europa com o imunizante de Oxford-AstraZeneca pode ser responsabilidade da Alemanha, especialmente do ministro da Saúde, Jens Spahn, que teria se baseado no conselho de um único especialista para cancelar o uso da vacina no país, após o relato, pela agência reguladora oficial, o Instituto Paul Ehrlich, de sete casos de coágulos sanguíneos - incluindo três óbitos - entre alemães que haviam tomado a ChAdOx1.

A AstraZeneca negou evidências da relação entre o uso da vacina e a reação adversa rara e a OMS exortou os países Europeus a continuarem a imunização com a ChAdOx1, mesma posição assumida pela EMA (Agência de Medicamentos da União Europeia), que deve divulgar um comunicado oficial amanhã após investigar os casos.

Além de Spahn, segundo a Reuters, também a chanceler alemã teve um papel importante na suspensão, tendo pessoalmente telefonado para o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, para informá-lo sobre as reações adversas. Draghi, então, teria falado com o presidente francês, Emmanuel Macron, com ambos concordando com uma parada temporária na vacinação com a ChAdOx1.

Países têm reação em cadeia

Para a Reuters, Ian Jones, professor de virologia da Universidade de Reading, na Grã-Bretanha, disse que o problema do coágulo sanguíneo "foi descoberto por políticos que não distinguem um lado do vírus do outro", numa possível referência a vacinação ter sido segura para 17 milhões de europeus que já tomaram a vacina, contra 30 reações adversas relatadas pela EMA.

"É como um dominó caindo. Você só precisa de um ou dois (países) para declarar que há um problema e suspender o uso, e então muitos outros entrarão em ação. Não acho que tenha havido qualquer decisão independente", enfatizou Jones.

Países que vão na contramão

Se cerca de uma dúzia de países suspenderam o uso da ChAdOx1, outros resolveram seguir na contramão e continuar a vacinação. Entre eles, segundo o canal Euronews, estão a Bélgica, a Romênia, a Ucrânia e a Grécia, com este último prevendo o relaxamento de medidas restritivas à entrada de turistas no país já nas próximas semanas.

Quem mais vacinou na Europa?

Segundo o Euronews, em termos relativos (porcentagem), o ranking de vacinações é liderado pela Sérvia, que havia imunizado 10,8% de sua população até ontem (16/03). Seguem-se, nesta ordem, Malta (8,7%), Noruega (4,7), Dinamarca (4,4) e Polônia (4,2).

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