Corte Suprema dos EUA se divide sobre a pena de morte

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8 de janeiro de 2008

Um advogado de dois réus que estão no corredor da morte, disse à Corte Suprema dos Estados Unidos que o uso de injeção letal, causa o risco de execuções cruelmente desumanas.

Advogados do Estado de Kentucky e do governo George Bush defenderam o coquetel de três drogas atualmente usado em quase todas as execuções nos EUA. Eles disseram que as substâncias, administradas corretamente, não causam dor nenhuma ao executado.

Já os que condenam a prática, argumentam que os condenados muitas vezes não ficam totalmente inconscientes com a primeira droga, com isso acaba resultando em sofrimentos na hora da segunda e terceira substâncias, respectivamente paralisante e cáustica.

Os juízes da Suprema Corte parecem estar muito divididos, por ser essa a primeira vez que uma alta corte dos EUA analisa métodos de execução, desde a decisão de 1879 que manteve a prática dos pelotões de fuzilamento.

Embora a audiência tenha discutido exclusivamente a conveniência do uso do coquetel tríplice ou a necessidade de uma alternativa, o caso despertou um debate nacional sobre a pena de morte, já que os Estados Unidos são uma das únicas democracias do mundo que adotam esse método como pena.

As execuções em todo o país estão suspensas por tempo indeterminado desde o final de setembro, quando a Suprema Corte aceitou julgar este caso. Em 2007, houve 42 execuções, menor número em 13 anos. Atualmente, 36 dos 50 Estados praticam a pena capital.

Nova Jersey em dezembro se tornou o primeiro Estado a abolir a prática desde que a Corte Suprema re-adotou a pena de morte, em 1976

Fontes