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Conselho de Segurança da ONU realizará reunião sobre o Irã nesta quinta (15)

De Wikinotícias

15 de janeiro de 2026

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Nessa quinta (15), o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunirá para conduzir uma "sessão informativa sobre a situação no Irã", conforme comunicado por um porta-voz da presidência somali do conselho. O representante também declarou que a reunião foi solicitada pelos Estados Unidos.

Na quarta-feira (14), o presidente Donald Trump amenizou suas ameaças diante dos crescentes receios de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos contra o Irã. "Me disseram que a matança no Irã está parando, e que não há plano para execuções", afirmou, referindo-se às alegações de que os manifestantes seriam julgados e sentenciados à morte.

A declaração acontece imediatamente após o governo de Teerã intensificar a pressão sobre os manifestantes e emitir ameaças de retaliação, levando os Estados Unidos a retirar pessoal não essencial de suas bases no Oriente Médio.

Vários países europeus e outros como a Índia solicitaram a retirada imediata de seus cidadãos do Irã. Os protestos, que tiveram início como manifestações contra a crise econômica e se transformaram na mais grave ameaça à teocracia desde sua instauração em 1979, de fato aparentam ter diminuído em alcance devido à violenta repressão policial.

Uma análise do Instituto para Estudo da Guerra (EUA) indica uma diminuição significativa nas manifestações verificáveis a partir da noite de quinta-feira passada (8), quando teve início a restrição mais severa à internet e à telefonia móvel no país persa.

Uma série de manifestações tomou o país a partir de 28 de dezembro, inicialmente motivadas por descontentamento econômico, mas que se transformaram em ações contra o governo. Na repressão aos protestos, as forças de segurança iranianas já mataram pelo menos 3.428 pessoas e detiveram mais de 10 mil.

Depois do pico dos protestos, no fim da semana passada, as autoridades tentaram recuperar o controle das ruas ao organizar uma "marcha de resistência nacional" e os funerais de mais de 100 integrantes das forças de segurança, além de outros “mártires” que perderam a vida nos protestos, porém sem êxito.

A tensão cresceu depois que o presidente Donald Trump declarou que "a ajuda" estava "a caminho" e que o governo dos Estados Unidos agiria "de acordo" para responder ao governo iraniano. O anúncio da execução de Erfan Soltani, que foi posteriormente suspensa, agravou a situação.