Ir para o conteúdo

Conselho de Segurança da ONU condena ataques no Catar, que defende a diplomacia

De Wikinotícias

11 de setembro de 2025

Email Facebook X WhatsApp Telegram LinkedIn Reddit

Email Facebook X WhatsApp Telegram

 

Nessa quinta (11), o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou os ataques recentes em Doha e pediu uma "desescalada". O Catar, por sua vez, garantiu que pretende continuar seu papel "diplomático" em prol da paz em Gaza.

O Conselho manifestou "sua condenação aos recentes ataques em Doha, território mediador-chave" e ofereceu seu "apoio à soberania e integridade territorial do Catar".

Para ser aprovada, a declaração precisa do consenso unânime dos 15 países membros, entre os quais está os Estados Unidos, aliado de Israel.

Os integrantes do Conselho manifestaram sua "solidariedade com o Catar" e enfatizaram seu "papel vital nos esforços de mediação na região, juntamente com o Egito e os Estados Unidos".

Israel justificou os bombardeios ocorridos na terça-feira no bairro de Katara, em Doha, que tinham como alvo uma delegação do Hamas reunida para analisar a mais recente proposta de acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, apresentada pelos Estados Unidos.

Por outro lado, a declaração menciona o Hamas, o grupo armado palestino que Israel busca eliminar, ao afirmar que a "principal prioridade" do Conselho de Segurança da ONU é a "libertação dos reféns, incluindo aqueles mortos pelo Hamas, e o fim da guerra e do sofrimento em Gaza".

O suporte dos Estados Unidos à declaração, que precisava de consenso para ser aprovada, está alinhado com as declarações de Washington em resposta ao ataque. Embora Donald Trump tenha tradicionalmente defendido Israel nas Nações Unidas, ele pode ter ficado insatisfeito com a ofensiva comandada pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que justificou a posição americana.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança, a embaixadora interina dos Estados Unidos na ONU, Dorothy Shea, qualificou o ataque em Doha como "lamentável" e uma ação que "não promove os objetivos dos Estados Unidos ou de Israel".