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Conselho de Segurança da ONU aprova força internacional em Gaza

De Wikinotícias

18 de novembro de 2025

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Nessa segunda (17), o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução proposta pelos Estados Unidos, que fortalece o plano de paz do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza. A resolução prevê o envio de uma força internacional e estabelece um caminho para a criação de um futuro Estado palestino.

O texto recebeu 13 votos a favor, e Washington o qualificou, após a votação, como "histórico e construtivo", com abstenções da Rússia e da China e sem vetos.

Trump celebrou a votação e declarou na plataforma Truth Social que estaria "reconhecendo e respaldando o CONSELHO DE PAZ", presidindo o evento, e que "isso será considerado uma das maiores aprovações da história das Nações Unidas, e levará a mais paz em todo o mundo".

O texto, que foi revisado várias vezes como resultado de negociações de alto nível, fortalece o plano de Trump, que permitiu um cessar-fogo entre Israel e Hamas no território palestino, severamente afetado pelo conflito.

Após dois anos de conflitos e bombardeios, provocados pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, grande parte da Faixa de Gaza foi reduzida a destroços.

A resolução permite a instalação da Força de Segurança Internacional (ISF, em inglês) até dezembro de 2027, com a tarefa de proteger a população civil, assegurar a segurança das fronteiras com Israel e Egito, manter os corredores humanitários abertos e treinar uma nova força policial palestina. O embaixador de Israel esteve presente na reunião do Conselho, porém não compareceram representantes palestinos.

Mike Waltz, embaixador dos Estados Unidos na ONU, declarou que o plano impede a reestruturação do Hamas e estabelece condições para que "o povo de Gaza possa se alimentar". Ele descreveu a Junta de Paz — órgão temporário mencionado na resolução e que, segundo o governo americano, será liderado por Donald Trump — como o "pilar central" da ação. Segundo Waltz, enquanto a Autoridade Palestina implementa reformas internas, o órgão será encarregado da coordenação administrativa do enclave.

A ISF atuará como uma força responsável por garantir a aplicação da lei, em vez de um grupo convencional de manutenção da paz. O mandato abrange a responsabilidade de monitorar o processo de desmilitarização de Gaza, a eliminação da infraestrutura empregada por grupos armados e a apreensão de arsenais ilegais. Waltz também declarou que será criado um fundo fiduciário com o apoio do Banco Mundial para auxiliar na reconstrução do território.

A redação do texto envolveu consultas com países como Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Turquia e Jordânia, segundo informou a agência EFE. Na semana passada, a Rússia apresentou um rascunho alternativo que apoiava o progresso da solução de dois Estados, porém decidiu se abster na votação final.