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Conflito em Gaza matou mais jornalistas que as duas Guerras Mundiais, do Vietnã e do Afeganistão somadas

De Wikinotícias

27 de agosto de 2025

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Nessa quarta (27), de acordo com o Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ), o ano de 2024 foi o mais letal para jornalistas e profissionais de mídia em zonas de guerra, desde que se começou a registrar esses dados. Quase dois anos após o 7 de outubro de 2023, que deu início ao atual conflito armado entre Israel e grupo terrorista Hamas, o número de jornalistas mortos no território palestino ultrapassou o total de ao menos outros sete conflitos combinados.

As guerras Civil Americana, da Coreia, do Vietnã, da Iugoslávia, do Afeganistão e as duas Guerras Mundiais resultaram na morte de 229 profissionais de mídia. Até o mês de agosto, em Gaza, pelo menos 246 jornalistas perderam a vida enquanto exerciam sua profissão, de acordo com informações do Sindicato dos Jornalistas Palestinos. Além disso, outros 520 jornalistas ficaram feridos. A entidade também registra ao menos 800 familiares mortos.

Em abril deste ano, a Universidade Brown, nos Estados Unidos, divulgou uma compilação de dados sobre conflitos desde o século 19. Naquele momento, já havia mais profissionais de mídia mortos em Gaza do que em outros conflitos.

As informações sobre jornalistas mortos em outros conflitos são provenientes do Memorial Freedom Forum, que compila os nomes desses profissionais assassinados em conflitos armados ao longo da história. A exceção é o conflito na Ucrânia, cujos dados foram fornecidos pelo Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).

De acordo com entidades de classe que representam jornalistas em todo o mundo, Israel está realizando ataques intencionais para impedir a cobertura do conflito na Faixa de Gaza, o que o governo de Benjamin Netanyahu nega.

O CPJ afirma que "Israel está se engajando no esforço mais mortal e deliberado para matar e silenciar jornalistas, já documentado pelo CPJ. Jornalistas palestinos estão sendo ameaçados, diretamente alvejados e assassinados pelas forças israelenses, além de serem arbitrariamente detidos e torturados em retaliação ao seu trabalho".

Israel continua a restringir a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza sem a supervisão e controle das forças armadas do país, o que agrava ainda mais a dificuldade para a população mundial obter informações sobre os acontecimentos no território palestino ocupado.

Fontes