Colômbia teme uma 'catástrofe' na América Latina após operação militar dos Estados Unidos na Venezuela
7 de janeiro de 2026
Nessa quarta (7), os ataques dos Estados Unidos na Venezuela que resultaram na captura de Nicolás Maduro podem se intensificar e levar a uma "catástrofe" sem precedentes na América Latina, declarou o vice-chanceler colombiano, Mauricio Jaramillo, em entrevista à AFP em Bogotá.
O governo colombiano (de esquerda) condena a ação militar ordenada pelo presidente Donald Trump em Caracas e considera a detenção de Maduro um "sequestro", gerando declarações que provocaram a ira de Washington e aprofundaram ainda mais a crise nas relações entre os países historicamente aliados.
"Se houver uma crise humanitária de grande magnitude, a crise, o impacto, a devastação, serão incontroláveis. (...) Estamos falando de uma catástrofe que a América Latina não conhece", disse o vice-ministro de seu gabinete na Chancelaria, localizado no centro histórico da capital colombiana.
O país se preocupa com a situação, pois possui uma fronteira de 2.200 quilômetros com a Venezuela, que é altamente permeável. Além disso, é o principal destino do êxodo causado pela crise, recebendo 3 milhões de imigrantes venezuelanos.
De acordo com autoridades colombianas, a intervenção militar dos Estados Unidos pode desencadear um efeito dominó, elevando as tensões e causando uma crise humanitária na área. A Colômbia enfatiza a importância de encontrar soluções diplomáticas para prevenir um conflito de maiores proporções.
Especialistas enfatizam que o efeito dessa intervenção vai além das fronteiras da Venezuela e pode afetar o desenvolvimento econômico e social de toda a América Latina. Também é importante destacar a necessidade de colaboração entre os países para lidar com os problemas causados por essa operação.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Colômbia teme uma 'catástrofe' na América Latina após operação militar dos EUA na Venezuela — Universo Online, 7 de janeiro de 2026
- ((pt)) Colômbia teme ‘catástrofe’ na América Latina após operação militar dos EUA na Venezuela — Imprensa Pública, 7 de janeiro de 2026

