Cidade no RS tem 30 casos suspeitos e três óbitos em investigação por gripe A e hospital prescreve Tamiflu para todos os tipos de influenza

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Agência Brasil

28 de julho de 2009

Santa Maria, RS, Brasil


A cidade de Santa Maria (RS) já registra 30 casos considerados suspeitos de influenza A (H1N1) – gripe suína – além de 40 pessoas sendo monitoradas em casa. Três pessoas morreram na cidade com sintomas da doença e os óbitos também estão sendo investigados.

A última morte ocorreu na madrugada de hoje (27). Um homem de 39 anos estava internado no Hospital de Caridade de Santa Maria desde a última segunda-feira, quando deu entrada com quadro de pneumonia. As outras vítimas são um homem de 43 anos e um de 24, ambos moradores da cidade.

De acordo com o secretário de Saúde do município, José Farret, os resultados das análises laboratoriais devem chegar ainda nesta semana. Questionado sobre a possibilidade de que a prefeitura decrete situação de emergência, ele respondeu que “ainda não é hora”.

Segundo o secretário, o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, acredita que não há motivo para um estado de emergência ou de calamidade. “Só se houver uma evolução”, disse, ao lembrar que a cidade conta com sete universidades e recebe pessoas de vários estados – o que aumenta o risco de contágio.

Sobre a retomada das aulas no município, o secretário explicou que a prefeitura aguarda uma liberação da Vigilância Epidemiológica de Santa Maria. A previsão é de que os alunos retornem às escolas e universidades na próxima segunda-feira (3).

“Vamos ver a evolução da doença”, afirmou o secretário. “A doença está sob controle, mas o controle dá trabalho. Não posso dizer que esse é um vírus que veio e vai sair, não, ele fica.”

Hospital Universitário de Santa Maria

No Hospital Universitário de Santa Maria, pacientes com sintomas de qualquer tipo de influenza são tratados com Tamiflu. De acordo com o infectologista do hospital, Fábio Lopes, o remédio não está sendo usado de forma “indiscriminada”. Em entrevista à Agência Brasil, ele garantiu que não há risco de que o estoque do hospital fique comprometido diante da decisão de tratar outros pacientes também com Tamiflu.

O Ministério da Saúde informou que a orientação é prescrever o medicamento para doentes em estado grave de todos os tipos de influenza, e não só para aqueles com o vírus H1N1, e para pessoas dos chamados grupos de risco (idosos e mulheres grávidas).

Segundo Lopes, a estratégia de usar o Tamiflu é importante porque o medicamento só tem efeito caso administrado nas primeiras 48 horas. Hoje, a confirmação laboratorial da doenças tem demorado mais de uma semana.

Ao todo, dez pessoas estão internadas no hospital com suspeita da doença, três delas na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Um dos pacientes é uma mulher grávida de sete meses e que foi submetida a uma cesariana antecipada na semana passada. O bebê também está internado na UTI pediátrica e se recupera bem – ele não contraiu a doença, mas precisa ganhar peso para deixar o local e ir para casa.

A demanda no hospital, um dos centros de referência para o tratamento de gripe suína em Santa Maria, chegou a quase 100 pacientes por dia no início da pandemia. Agora, de acordo com o diretor Sérgio Pereria, fica entre 50 e 60 consultas diárias. Todos os pacientes internados sob suspeita da doença, segundo ele, chegaram ao hospital com um quadro de pneumonia, o que pode ser sinal do agravamento da gripe A.

Fontes


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