China rejeita sanções dos Estados Unidos contra empresas por compra de petróleo iraniano
3 de maio de 2026
Nesse sábado (2), o governo chinês declarou que não aceitará as sanções aplicadas pelos Estados Unidos a cinco empresas chinesas supostamente envolvidas na compra de petróleo do Irã, um fornecedor crucial de petróleo bruto para o gigante asiático.
Nos meses recentes, Washington tem aumentado as limitações às refinarias chinesas que compram petróleo iraniano a preços baixos, visando diminuir as receitas de Teerã.
O Ministério do Comércio da China declarou em um comunicado que as ações dos Estados Unidos não devem ser "reconhecidas, aplicadas nem respeitadas".
De acordo com o governo chinês, as sanções limitam injustamente as atividades comerciais legítimas das empresas chinesas com outros países, violando o direito internacional e as normas fundamentais que governam as relações entre os Estados.
"O governo chinês sempre se opõe a sanções unilaterais sem autorização da ONU e sem base no direito internacional", enfatizou o ministério.
No sábado, o Ministério do Comércio esclareceu que a medida, denominada "blocking ban", tem como objetivo neutralizar o impacto das sanções dos Estados Unidos na China, impedindo que empresas ou pessoas se envolvam ou colaborem em sua implementação.
Segundo o comunicado oficial, as ações tomadas por Washington, que incluem a inclusão em listas de sanções, congelamento de bens e proibição de transações, afetam as "atividades comerciais normais" entre empresas chinesas e outros países e violam "o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais".
A ordem se fundamenta no contexto legal chinês que se opõe à aplicação extraterritorial de leis estrangeiras. Esse quadro, desenvolvido ao longo dos últimos anos, foi recentemente fortalecido em abril com a introdução de novas regras que ampliam a capacidade de Pequim para contestar sanções impostas por outros países.
As autoridades chinesas reafirmaram sua oposição às sanções unilaterais sem respaldo das Nações Unidas, destacando que tal medida não compromete o cumprimento das obrigações internacionais do país nem a proteção dos direitos das empresas estrangeiras operando na China.
Fontes
- ((pt)) China rejeita sanções dos EUA contra empresas por compra de petróleo iraniano — Exame, 3 de maio de 2026
- ((pt)) Pequim bloqueia sanções de Washington contra empresas chinesas por ligação a Irão — observador.pt, 3 de maio de 2026


