China e Estados Unidos competem por influência na OEA
25 de junho de 2025
Nessa quarta (25), a Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) tornou-se o cenário final da disputa entre China e Estados Unidos, que disputam sua presença na América Latina e no Caribe. Mais de 20 nações do continente americano se juntaram à Iniciativa do Cinturão e Rota, um programa fundamental na estratégia do presidente chinês Xi Jinping para aumentar a presença econômica e política da China.
Atualmente, a China é o principal parceiro comercial de nações como Brasil, Peru e Chile, além de estar conquistando espaço em outros países. Mesmo assim, os Estados Unidos seguem sendo o principal parceiro comercial na região e exercem maior influência na cooperação em segurança.
"A China e os países da América Latina e do Caribe são membros da família do Sul Global", declarou o representante chinês, Xie Feng, durante um fórum com a presença de observadores permanentes da OEA, pouco antes da abertura oficial da Assembleia Geral em Antígua e Barbuda. "A confrontação entre blocos é intensa" e "a China e os países da América Latina e do Caribe devem permanecer do lado certo da história", afirmou Xie.
O representante dos Estados Unidos, Michael Kozak, destacou que todos os observadores que financiam a OEA devem "respeitar os princípios" da Carta Democrática Interamericana, sem citar Pequim diretamente. "Opor-nos-emos a todos os esforços de qualquer membro ou observador que procure utilizar contribuições financeiras para minar as reformas ou enfraquecer a democracia nas Américas", afirmou.
O norte-americano também alertou sobre "a ameaça persistente representada por atores externos malignos que manipulam a governação, a migração e a informação" para desviar as prioridades históricas da OEA. "Temos clareza sobre quem é o responsável por este caos", afirmou o delegado de Washington, referindo-se claramente à China. Poucos minutos antes, o representante chinês, Xie Feng, havia defendido o modelo de cooperação proposto por seu país e ressaltado os cinco programas anunciados pelo presidente Xi Jinping em maio, após a reunião ministerial entre a China e a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e das Caraíbas (CELAC).
O Canal do Panamá tem sido um dos pontos de conflito entre as duas superpotências, pois uma das primeiras medidas da nova administração de Donald Trump foi pressionar o Panamá a restringir a presença de empresas chinesas na administração portuária e a se desvincular da Iniciativa Cinturão e Rota, apoiada por Pequim.
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) China e Estados Unidos competem por influência na OEA — Universo Online, 25 de junho de 2025
- ((pt)) Estados Unidos e China trocam acusações sobre influência na América Latina — Cmjornal.pt, 25 de junho de 2025


