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Chefe de inteligência da Colômbia diz que cooperação com CIA segue 'fluida' apesar de tensões com Estados Unidos

De Wikinotícias

28 de novembro de 2025

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Nessa sexta (28), o chefe da agência civil de inteligência da Colômbia, Jorge Lemus, declarou que a colaboração com a CIA e outras agências americanas é "completamente fluida", mesmo diante das tensões entre os presidentes dos dois países.

Em entrevista à AFP, o diretor da Direção Nacional de Inteligência (DNI) afirmou que a cooperação permanece "exatamente igual", mesmo com as sanções aplicadas pelo governo de Donald Trump ao presidente de esquerda Gustavo Petro.

Além disso, ele descreveu as conversas divulgadas em uma recente investigação da Caracol Televisión como uma "montagem". Essas conversas sugerem conexões entre altos funcionários colombianos e um líder guerrilheiro.

Durante o maior escândalo de espionagem do governo Petro, Lemus declarou que existem sinais de uma possível "montagem" nas conversas dissidentes divulgadas. No entanto, ele negou que a CIA tenha sido responsável pelo vazamento dessa informação à mídia, contrariando a sugestão inicial do presidente colombiano.

No mês passado, a longa e estreita colaboração em segurança entre Colômbia e Estados Unidos foi interrompida, quando Washington sancionou Petro e o acusou de auxiliar narcotraficantes.

Petro respondeu condenando veementemente o "assassinato" de supostos traficantes no Mar do Caribe por Donald Trump e afirmando que a Colômbia deixaria de compartilhar informações de inteligência com os Estados Unidos.

Assessores de Petro mais tarde minimizaram essa ameaça. No entanto, os comentários de Lemus representam a primeira confirmação de alto nível de que a colaboração em inteligência segue ininterrupta, mesmo diante da hostilidade diplomática.

Lemus declarou que a Colômbia eliminou 10.000 laboratórios de cocaína neste ano e que as operações continuam em andamento.

Especialistas haviam advertido que uma quebra na colaboração em inteligência poderia levar a um crescimento nas exportações de cocaína para os Estados Unidos e reforçar a influência dos cartéis.

Um ex-oficial de inteligência dos Estados Unidos declarou que as informações adquiridas de fontes humanas pelos oficiais colombianos eram, na maioria das vezes, essenciais para respaldar as operações americanas de espionagem e inteligência por satélite.