Chanceler da Alemanha diz que análise legal da operação dos Estados Unidos na Venezuela levará tempo, pede transição baseada em eleições
3 de janeiro de 2026
Nesse sábado (3), o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou que a análise jurídica da operação dos Estados Unidos na Venezuela é complexa e "levará tempo" para ser concluída, ressaltando que os princípios do direito internacional precisam ser respeitados. Merz solicitou que "uma transição para um governo legitimado por eleições deve ser garantida" e alertou que "a instabilidade política não deve surgir na Venezuela".
Na América Latina e entre líderes de esquerda, as reações foram especialmente furiosas. Eles têm enfrentado desafios com o presidente Trump e suas políticas comerciais, tarifárias e outras na região. Cuba e Rússia, aliados de Maduro, condenaram a intervenção americana, apesar da invasão russa da Ucrânia, país soberano, há quase quatro anos. Alguns, incluindo um importante funcionário mexicano, afirmaram que Trump estava apenas interessado nas vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Logo após o presidente Trump declarar que os Estados Unidos "governariam o país", os líderes europeus aparentaram apoiar fortemente o término do governo de Maduro, demonstrando maior cautela ao criticar a intervenção de Trump.
Emmanuel Macron, presidente da França, postou no X que o povo venezuelano "só pode se alegrar" com o fim da ditadura de Maduro, sem mencionar a posição dos Estados Unidos. No entanto, antes do anúncio de Trump, Jean-Noël Barrot, ministro das Relações Exteriores da França, postou nas redes sociais que a operação militar "viola o princípio da não utilização da força, que fundamenta o direito internacional".
Fontes
[editar | editar código]- ((pt)) Chanceler da Alemanha diz que análise legal da operação dos EUA na Venezuela levará tempo, pede transição baseada em eleições — Universo Online, 3 de janeiro de 2026
- ((en)) Shock and Skepticism in World’s Capitals After U
.S . Seizes Maduro — The New York Times, 3 de janeiro de 2026

