Chávez diz estar disposto a acompanhar Sarkozy no resgate de Betancourt, mas que missão de resgate é complicada

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4 de abril de 2008

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, informou na noite de ontem (3) que conversou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a quem expressou estar disposto a acompanhar a operação humanitária para libertar a senadora e ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) há seis anos. As informações são da agência argentina Telam. Betancourt também tem cidadania francesa.

Chávez disse que considera “desrespeitosa” a decisão do governo de Bogotá (capital da Colômbia) de enviar informações supostamente obtidas de um computador utilizado pelo guerrilheiro Raúl Reyes, morto em fevereiro. As informações confirmariam vínculos da Venezuela com a guerrilha, acusação que gerou uma crise sul-americana entre as partes.

Em mensagem à nação, transmitida por redes de rádio e televisão, Chávez afirmou que conversou por telefone com Sarkozy sobre a operação médica comandada pelo governo francês e enviada à Colômbia diante da possibilidade de libertação de Betancourt, por causa do mau estado de saúde da senadora. O líder venezuelano expressou ainda que tem dúvidas se a missão terá ou não êxito.

“Estaria disposto a ir com Sarkozy buscar Ingrid e não apenas Ingrid, mas um grupo de reféns, e retomar esse tema da troca humanitária. Estou às ordens, apesar das punhaladas que recebemos e seguimos recebendo, apesar das ameaças que recebemos da Corte Penal Internacional.”

Chávez classificou a possibilidade de libertação de outros reféns das Farc de “extremamente complicada” e revelou que Sarkozy teria sugerido a ele que retomasse seus contatos com o chefe guerrilheiro Iván Márquez, membro do secretariado das Farc.

Ao mesmo tempo, o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, comentou que os "ecos" que chegam das Farc em relação à ação humanitária não são muito promissores. "Falei esta manhã com meu colega francês. Estamos à espera. Os ecos que nos chegam das Farc são um pouco reativos e não muito promissores, mas é preciso ser prudente", disse Morantinos à imprensa em Bucareste, onde assiste à reunião entre Otan e Rússia.


Fontes