Cessar-fogo com o Irã "encerrou" hostilidades, diz autoridade dos Estados Unidos
1 de maio de 2026
Nessa quinta (30), uma alta autoridade do governo Trump declarou que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e Irã, que começou no início de abril, "encerrou" as hostilidades entre as duas partes para o prazo final da Resolução sobre Poderes de Guerra do Congresso americano.
Trump tinha até sexta-feira (1) para finalizar o conflito com o Irã ou apresentar ao Congresso justificativas para prolongá-lo; no entanto, era bastante provável que essa data passasse sem mudanças significativas no rumo da guerra.
"Para fins da Resolução sobre Poderes de Guerra, as hostilidades que começaram no sábado, 28 de fevereiro, foram encerradas", afirmou a autoridade, explicando a perspectiva do governo. Desde o início do cessar-fogo, há mais de três semanas, não houve intercâmbio de tiros entre as forças armadas dos Estados Unidos e Irã, informou a autoridade.
Analistas e assessores do Congresso haviam declarado anteriormente que esperavam que Trump informasse ao Congresso sobre sua decisão de prorrogar o cessar-fogo por mais 30 dias ou ignorasse o prazo, uma vez que o governo sustentava que o cessar-fogo representava o término do conflito.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou nesta quinta-feira (30) que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e Irã durante a guerra elimina a necessidade do governo de Donald Trump de obter autorização do Congresso para o conflito.
Nesta sexta-feira (1), a guerra completa dois meses. De acordo com a lei, após esse prazo, o presidente deve obter autorização para prolongar os conflitos por mais 30 dias ou retirar as tropas da região. Durante audiência no Senado nesta quinta-feira, Hegseth declarou que o cessar-fogo "pausa" a contagem. Ele não quis revelar se o governo buscará a aprovação dos parlamentares, deixando a decisão a cargo da Casa Branca.
"Em última análise, eu deixaria essa decisão a cargo da Casa Branca e do advogado da Casa Branca. No entanto, neste momento estamos em um cessar-fogo, o que, segundo o nosso entendimento, significa que a contagem regressiva de 60 dias é pausada ou interrompida durante um cessar-fogo", afirmou o secretário de Defesa. Posteriormente, em declaração à agência Reuters, um representante da Casa Branca informou que as hostilidades não acontecem desde 7 de abril e, por isso, o período após essa data não contaria para efeitos da lei.
O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, também evitou responder à pergunta. Ele declarou à NBC News que não seria preciso o consentimento do Congresso, pois, segundo ele, os Estados Unidos não estão "em guerra" contra o Irã.
"Não acredito que tenhamos uma ação militar ativa, com bombardeios, disparos ou algo do tipo. Neste momento, estamos tentando intermediar a paz", afirmou Johnson no Capitólio, e que "eu seria muito relutante em me antecipar à administração em meio a essas negociações tão sensíveis, então teremos que ver como isso vai se desenrolar".
Fontes
- ((pt)) Cessar-fogo com o Irã "encerrou" hostilidades, diz autoridade dos EUA — CNN Brasil, 30 de abril de 2026
- ((pt)) Hegseth afirma que trégua com Irã suspende prazo legal de guerra sem autorização do Congresso — Folha de São Paulo, 30 de abril de 2026


