Cesare Battisti, o terrorista italiano, é escritor de livros policiais no exílio na França

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16 de janeiro de 2009

Brasil

Durante o tempo em que viveu em Paris, de 1981 a 1995, período a qual o presidente francês François Mitterrand governou o país e ter feito asilo aos esquerdistas que desistirem da luta armada, o italiano Cesare Battisti, acusado de quatro mortes em seu país, entrou na literatura e chegou a se tornar um autor de romances policiais.

Acusado de terrorismo na Itália, o ex-integrante da organização de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) frequentou programas de rádio e de televisão na capital francesa para divulgar sua obra literária. CesareBattisti permaneceu no país até 1995, quando o sucessor de Mitterrand, Jacques Chirac, revogou a lei e Battisti fugiu do país, indo nos países da América Latina até chegar no Brasil em 2004.

Em seus livros, Battisti, de 54 anos, frequentemente faz menção à luta armada, da qual participou durante a década de 70. De acordo com a crítica internacional, o italiano abusa do tom confessional em sua obra, muitas vezes colocando-se como uma espécie de Robin Hood que atuava na defesa dos pobres contra os “malvados” representantes do capitalismo moderno.

Battisti começou a flertar com a literatura quando estava na França, onde viveu a maior parte do tempo depois de ser condenado pela Justiça italiana. Em Paris, ele se aproximou da esquerda, ficando amigo de intelectuais, professores universitários e escritores, que o incentivaram em sua obra e o apresentaram a editores. Antes disso, já havia editado revistas sobre literatura no México, por onde passou antes entre 1979 a 1981, antes de ir para a França.

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Fontes